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Carreira em tempos de volatilidade

Publicado em 26/11/2018

A crise econômica, o fechamento de postos de trabalho e a queda nas contratações com carteira assinada provocaram profundas mudanças na gestão da carreira. Aquela figura de profissional com muitos diplomas e alto salário, mas que só fica atrás de uma mesa, esperando as coisas acontecerem, ficou no passado. O executivo distante da operação já não se sustenta. O mundo mudou. E essa mudança requer iniciativa e eficiência.

Atualmente, o profissional disputado pelas organizações é o que consegue ser multitarefa em um mercado extremamente competitivo e em constante transformação. A formação e a experiência já não bastam. É preciso ter equilíbrio emocional, garantir “as entregas”, desenvolver habilidades e se capacitar para ampliar a visão tanto para dentro quanto para fora da empresa, considerando ações da concorrência, dominando novas tecnologias e promovendo processos de inovação.

Outro ponto a ser considerado é o downgrade de carreira — quando o profissional passa a ocupar um cargo ou receber um salário inferior ao último que tinha. A maior parte dos profissionais que têm aceitado essa condição é formada por quem estava dando os primeiros passos como líder, sendo gestor ou supervisor. Alguns chegam a pleitear vagas de nível pleno e até júnior, a fim de retornarem ao mercado.

Nesta situação, o recado é claro: Não é uma questão de se desvalorizar. O fato de ter aceitado algo menor é uma resposta óbvia à recessão. Quando esta acabar, provavelmente essa proatividade será mais valorizada do que se tivesse optado pela inércia. Ou seja, é essencial agir estrategicamente e fazer da carreira uma forma de construir oportunidades – e não esperar que essas oportunidades apareçam de forma aleatória.

Por fim, para sobreviver profissionalmente à crise e manter o seu valor de mercado, é necessário adotar uma série de atitudes. Além de investir em capacitação e ampliar a rede de relacionamentos, cabe ao executivo melhorar a produtividade, minimizando gastos e aumentando o lucro. Manter o foco com otimismo e resiliência também faz toda diferença. Nada de alimentar o clima de catástrofe. É hora de pensar em como ajudar a empresa a enfrentar os desafios atuais e buscar alternativas no trabalho. Pois, construir uma carreira sólida está diretamente ligada à capacidade de se flexibilizar na busca do novo.

 

Alessandra Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e CEO da A3 Consultoria