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Como driblar os robôs de recrutamento?

Publicado em 08/04/2019

Encontrar o profissional com o perfil mais adequado para a vaga em demanda nunca foi tarefa fácil para as consultorias de recrutamento e seleção. É quase como achar uma agulha no palheiro. Requer inúmeros processos e telefonemas. Mas, com o advento das novas tecnologias, muita coisa mudou. A começar pela triagem de currículos, que antes era manual e agora conta com o suporte dos bots (robôs), que garantem enorme ganho de tempo para os headhunters.

A inteligência artificial e os algoritmos ajudam a filtrar os currículos mais alinhados à vaga, por meio de palavras-chave no texto. Na prática, isso significa que o primeiro desafio do candidato é saber como passar pelos “robôs” de recrutamento, já que a primeira seleção é realizada por meio de um sistema de informação que se baseia no seu perfil eletrônico. O que fazer, então, para cair nas graças dos “bots”? Confira algumas dicas:

  • Palavras-chave: Em geral, os robôs escaneiam currículos através de palavras-chave, que são as mesmas ou variações daquelas usadas na descrição da vaga. Invista nestes termos, seja no título do cargo ou na apresentação de funções anteriores. É recomendável ainda o uso “bullet points” para descrever suas conquistas e realizações em empregos anteriores. Isso também facilita o uso das palavras-chave.
  • Formato: Escreva seu currículo com fontes-padrão para web, como Arial, Tahoma e Verdana. Além disso, corrija erros de ortografia e exclua abreviações, tabelas, gráficos, logotipos, cabeçalhos e rodapés. E, por fim, evite enviar o arquivo em pdf, visto que alguns softwares não conseguem ler esse formato.
  • Atividade: Alguns robôs são programados para recusar currículos que apresentam longos períodos de tempo sem atividade. Deste modo, é melhor detalhar a razão da pausa, como se fosse um emprego mesmo, ou incluir outras ocupações de meio período.
  • Networking: Em um mundo cada vez mais competitivo, conhecer gente é fundamental. Na hora de driblar os “bots”, a rede de contatos faz toda diferença, pois o bom e velho “quem indica”, de acordo com pesquisas, aumenta a probabilidade de ser contratado em até dez vezes.

Em resumo, o currículo deve ser objetivo, conter informações sobre a experiência do profissional, ter estrutura limpa e estar de acordo com o cargo a que se destina. Convém usar uma redação correta e acessível, sem palavras rebuscadas e abreviações. Também é fundamental se manter atualizado e investir na rede de contatos. Após o êxito nessa primeira etapa de seleção, fica a pergunta: Você sabe o que fazer para mandar bem em uma entrevista de emprego? Então não deixe de conferir o nosso próximo artigo.

 

Anita Luzine
Psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e Diretora de Inovação e Novos Negócios da A3 Consultoria.

 

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