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Escutar a sigla RH te causa qual sentimento?

Publicado em 29/08/2018

Em uma conversa informal com alguns profissionais da área de RH, fizemos essa mesma pergunta e, de forma surpreendente, obtivemos respostas que variaram desde “medo” até “segurança”. Ao compararmos os sinônimos e antônimos de “medo” e “segurança” para confirmar se são realmente opostos, pudemos constatar que de fato são termos divergentes. Como é possível que uma mesma palavra possa causar ao mesmo tempo sentimentos completamente contrários?

De modo geral, algo que fica claro é que o significado da palavra sofre mudança não apenas de pessoa para pessoa, mas também no âmbito social ao longo do tempo.

Será que os vários significados atribuídos à sigla RH estão relacionados às diversas mudanças ocorridas no departamento ao longo do tempo?

Quando voltamos para a história dos departamentos de RH, desde o seu surgimento até os dias de hoje, podemos compreender um pouco mais o porquê de essa palavra causar amplitude de sentimento. Desde o seu surgimento de forma estruturada, no século passado, o departamento de Recursos Humanos – no início denominado “relações industriais” – veio para gerir a equação entre trabalho, produção e capital. Nessa equação, o homem é o elemento comum entre os termos. O RH se desenvolveu então para ser a interface entre a empresa e esses “recursos”, que por meio de seu trabalho geravam o lucro para a empresa e o sustento para si mesmo.

No século passado, as práticas dos profissionais de RH eram distantes tanto dos colaboradores quanto da estratégia das empresas, afinal, o ser humano não passava de uma mão de obra ou recurso a ser administrado. Costumavam ser ações isoladas, burocratizadas e que, de fato, incitavam insegurança nos colaboradores por sua forma coercitiva como usualmente os tratava. Em contrapartida, esse foi um período que provocou discussões e ampliou o conhecimento, o que podemos considerar um avanço para as relações de trabalho.

Mas, hoje, percebemos uma mudança gradual e necessária no papel que esse departamento e esses profissionais têm assumido dentro das empresas. Mais que gerir recursos, agora o RH é também parceiro não só dos colaboradores, mas do negócio. Precisa manter um olhar sempre para fora, integrando inovações e as demandas de todos os lados. Uma tarefa difícil, pois precisa tomar decisões estratégicas levando em consideração todas as pessoas envolvidas em um cenário de muita incerteza e mudança. Ou seja, precisa alinhar o que for necessário para trazer segurança para as pessoas e para o negócio.

Não é em vão que algumas empresas têm buscado outros termos para designar essa área especializada em gerenciar os “talentos” – é assim que muitas empresas denominam seus colaboradores atualmente. “Área de gente”, “Gestão de pessoas” e muitas outras palavras, termos e siglas tem surgido com o intuito de trazer um novo significado para essa área que é uma das bases de sustentação para a estratégia do negócio. Ainda assim, a sigla RH parece ser ainda o nome mais utilizado para designar as práticas voltadas para as pessoas dentro das empresas.

De fato, uma mudança de paradigma. A dúvida que ainda precisa ser respondida é: a evolução no significado da sigla RH para as pessoas irá acompanhar a velocidade das mudanças que ocorrem nessa área? Ou será necessário definir e firmar de vez uma nova palavra para representar a segurança e a parceria que os profissionais desse novo tempo tem buscado incansavelmente alcançar e propagar?

Essas são algumas reflexões... E para você, escutar a sigla “RH” te causa qual sentimento?

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