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Perspectiva do R&S sobre a Língua Portuguesa

Publicado em 29/08/2018

Uma das etapas do processo de Recrutamento e Seleção é a entrevista. É nesse momento que os consultores irão conhecer o candidato para avaliar os seus conhecimentos, habilidades e comportamentos relacionados à área que se candidata.

Saber se comunicar de forma efetiva é um item extremamente necessário na entrevista com o consultor e ao longo da carreira de qualquer profissional. Essa comunicação efetiva se dará por um quesito extremamente importante: a habilidade na língua portuguesa. O falar “bem” nada mais é que uma comunicação eficaz com foco maior no uso adequado das palavras para esse contexto e na forma como são organizadas para que não gere ruídos na interpretação de quem recebe a mensagem. Possibilita que as suas ideias sejam as mais coerentes possíveis (clareza) através de uma comunicação direta, sem desvios e que atenda, de maneira ágil, à proposta da comunicação (objetividade).

O que você diz reflete a imagem que você quer transmitir. A coerência na sua fala e a habilidade de selecionar e apresentar o que é mais relevante de modo breve são aspectos que possibilitarão que a sua mensagem chegue ao consultor atendendo ao aspecto da clareza, sem ruídos de comunicação e confusão de sentidos.

É comum uma grande preocupação dos profissionais em desenvolver fluência em vários idiomas como um diferencial no currículo. Atualmente essa proficiência em outras línguas é uma habilidade obrigatória devido às demandas tecnológicas e à globalização possibilitada pela Internet. Nesse contexto, a língua portuguesa fica em segundo plano e, na verdade, deveria ser aprimorada, antes de qualquer outra, porque viabiliza a comunicação cotidiana inclusive no ambiente organizacional. A habilidade de comunicação adequada é fator extremamente relevante e o aprimoramento da Língua Portuguesa é de grande valia para qualquer profissional.

A modalidade oral da língua (a fala) é muito conhecida por estar presente em muitas circunstâncias rotineiras, por isso, é comum associá-la a muitas situações informais: uma conversa com um amigo, familiares ou colegas de serviço no horário de almoço, por exemplo. O que pode acontecer, nas entrevistas, é uma liberdade, por parte do candidato, em se expressar sem reconhecer que neste contexto corporativo há a necessidade de atender a formalidade da língua. Em uma entrevista de emprego, é muito importante refletir sobre a maneira como se expressa, entender que é um ambiente formal e requer uma avaliação mas também ter cuidado para que a sua fala e comportamento não transpareçam artificiais e você perca a sua espontaneidade e personalidade.

O uso de gírias e expressões características da linguagem com quem se tem uma intimidade (exemplos: “abrir o jogo”, “baixar a bola”, “cara”, “lacrei”, “mitou”, “vei”, “falou (falô)”, “demorou (demorô)”, “zoar”, dentre outros) não é ideal para essas situações tanto orais quanto escritas, pois pode sinalizar que o candidato necessita de mais maturidade para se posicionar nesse ambiente. É adequado o uso da norma padrão da língua, aquela que atende aos aspectos da gramática, portanto, atentar-se aos vícios de linguagem e aos equívocos de sintaxe contra as normas de concordância, regência ou colocação pronominal é um item a se pensar nesse comunicar corporativo tanto na entrevista quanto no ambiente organizacional.

Quando pensamos em linguagem, inicialmente associamos ao falar e escrever, mas não podemos nos esquecer da postura: os gestos, expressões faciais e olhares, por exemplo, devem ser pensados nesse ambiente de entrevista e em qualquer situação organizacional.

Será avaliada também a coerência no que você diz atentando à escolha e complexidade do seu vocabulário e à capacidade de argumentação. Aprimorar os estudos com literaturas da sua área (pesquisar estudiosos e autores renomados da sua área) e de temas gerais (uma dica é escolher materiais de sua preferência, mas realizando uma leitura mais atenta a aspectos como vocabulário, organização do texto, argumentação, dentre outros), além de estar informado sobre as atualidades em fontes confiáveis e recomendadas (como jornais, revistas e sites que contém artigos que apresentam essa confiabilidade) podem ser estratégias para o aprimoramento dessas habilidades.      

A prática consolida qualquer ação. Na linguagem não é diferente. A prática recorrente de utilizar a linguagem atentando às regras gramaticais, à formalidade que a situação requer e a um vocabulário amplo pode ser um início para uma mudança de postura em relação à Língua Portuguesa e um caminho de muito sucesso profissional!