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Recrutamento e seleção: importância para pequenos negócios

Publicado em 11/06/2019

Em 2018, os pequenos negócios geraram o maior saldo de empregos formais dos últimos quatro anos. Segundo dados do Sebrae, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela criação de 580 mil vagas no ano passado, um aumento de 67% em relação a 2017.

Mas nem tudo são flores neste segmento. Embora sejam a mola propulsora da economia brasileira, os pequenos negócios ainda enfrentam grandes dificuldades quando o assunto é recrutamento e seleção. Isso porque trata-se de um processo complexo, vez que, geralmente, a lista de requisitos é ampla mas a de benefícios nem tanto (principalmente quando a remuneração é baixa e as perspectivas de crescimento vertical são pequenas).

Encontrar o profissional certo pode levar tempo e essa busca, às vezes, provoca desgastes para a empresa. Por isso, apesar da resistência inicial, muitos têm abandonado a fórmula “faça você mesmo”, sustentada, em algumas situações, por seleções via indicações, e partido para a profissionalização, optando pela contratação de consultorias especializadas na área de Recursos Humanos.

O recrutamento profissional terceirizado, que é relativamente rápido e tem bom custo-benefício, inclui técnicas que vão desde inteligência artificial, a qual amplia o acesso à busca por talentos e garante agilidade ao processo, até dinâmicas de grupo, jogos de empresas (cases), testes situacionais, de personalidade, de conhecimento e de habilidades, além de entrevistas estruturadas.

Na prática, isso tende a garantir mais assertividade na contratação, reduzindo a rotatividade (o chamado “turnover”). Como consequência, diminui gastos com desligamentos, modificações constantes na equipe e seleções frequentes. A contratação de profissionais mais engajados e com perfil mais adequado para a função pode gerar ainda ganhos expressivos em termos eficiência.

Entretanto, para encontrar uma boa consultoria na área de RH, são necessários alguns cuidados, que incluem a análise da trajetória, reputação e clientes atendidos. Cabe ainda avaliar a qualificação dos consultores e, se possível, conversar com um deles para saber como a firma atua. A consultoria precisa estar alinhada com as expectativas da empresa, principalmente no que diz respeito às características das vagas, à cultura organizacional e os objetivos diante da contratação. Em resumo, sinergia é tudo!

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e Diretora de Negócios e Inovação da A3 Consultoria