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Resiliência empresarial: ritmo e ação da liderança em um cenário de mudança

Publicado em 01/03/2021

Atualmente, a resiliência é tão importante quanto a operação em si. Isso porque o mercado está em constante mudança. Logo, uma empresa de sucesso hoje é aquela na qual a liderança mantém o ritmo e a ação mesmo quando o cenário parece incerto.

 

A resiliência é importante não somente para os profissionais, mas também para as empresas. Aquelas que tiverem essa característica em seu DNA estarão melhor preparadas para lidar com as constantes mudanças.

Ela exige mensuração de capacidades, um ressignificar consciente, ações consolidadas, pessoas nas posições corretas e prazos seguidos rigorosamente. Isso pressupõe acelerar quando razoável e frear quando se fizer necessário.  

Todo esse esforço fortalece a resiliência empresarial, a qual passa a ser parte da estratégia da mudança rápida e coerente desenvolvida inicialmente pela liderança. Daqui a algum tempo, as histórias serão muitas e as experiências vividas poderão se transformar em “cases”.

A atuação da liderança é primordial para a resiliência empresarial.

A liderança precisa repensar e mudar a forma de executar diante de um cenário em constante mudança. Para que consiga mudar e construir novas formas de gerenciar negócios, processos e pessoas, é essencial que transforme conhecimentos e habilidades em atitudes que promovam uma nova perspectiva.

Para tanto, será necessário trabalhar com um plano de ação claro que contemple atividades de curto, médio e longo prazo com o devido cronograma, metas e divisão de responsabilidades. 

Isso possibilitará avaliar, transformar, construir e fortalecer a resiliência como meio para se atingir os objetivos.

Inicialmente, avalie alguns aspectos e analise o quanto a empresa está preparada para a mudança:

  • Os líderes precisam querer mudar. Os líderes atuais de sua empresa estão aptos a mudanças?
  • Os processos precisam ser repensados. Atualmente, o que poderia ser feito para mudar a forma como opera?
  • Ter ou desenvolver a resiliência é fundamental. De 0 a 10, o quanto a empresa é resiliente às mudanças?
  • Transformar e construir resiliência. Isso é uma prioridade para a empresa?
  • Plano de ação dinâmico. O plano de ação atual contempla atividades que fortaleçam a resiliência na empresa?
  • Buscar suporte para se tornar resiliente. Como a empresa tem buscado ajuda para se tornar resiliente de forma mais rápida?
  • Construir uma história sustentável reconhecida por pessoas e mercado. No futuro, qual o “case” de sucesso será contado sobre sua empresa?

Um cenário de mudanças costuma causar dúvida e medo. Os colaboradores podem ficar perdidos pela instabilidade e falta de perspectiva de futuro, ou seja, anseiam por alcançar uma zona de tranquilidade e segurança.

Nesse momento, o melhor a ser feito na empresa é estabelecer uma escuta ativa das individualidades e tratar como tal.

Como a liderança pode construir cenários transformadores na empresa por meio de pontos de vista individualizados? 

Dias atrás, recebi a informação de que um líder, após ser desligado de uma empresa, enviou um e-mail para a equipe com a seguinte mensagem: “Se você foi demitido hoje, saiba que a culpa foi minha”.

Sem fazer juízo de valor sobre certo ou errado, uma vez que isso depende de fatores desconhecidos, cabe aqui analisar tal atitude sob a perspectiva da resiliência pessoal, equipes e organização.

Um dos propósitos da liderança é capacitar as pessoas para que elas sigam com a empresa em um objetivo comum mesmo em cenários de mudança.

Isso significa que, para fortalecer a resiliência empresarial, é necessária uma transformação urgente, com movimentações que envolvam o crescimento financeiro, o posicionamento de mercado, a tomada de decisões únicas e estratégicas, dentro de um prazo aceitável diante do cenário atual, e a reinvenção do negócio com as pessoas.

E, para quem faz ou recebe essa transformação não é simples nem fácil porque o cérebro humano tende a buscar uma zona de conforto, considerando tudo aquilo que o tira desse estado como uma ameaça.

Entretanto, sempre é possível ressignificar. Este mesmo ser humano que apresenta dificuldades, também é adaptável e se reintegra a novas demandas e aprendizados, sentindo-se extremamente realizado ao perceber que conseguiu romper barreiras e gerar novos frutos com sua criação.

Outro aspecto para a resiliência empresarial: transformação digital 

Ao considerar todas as frentes de negócios, a transformação digital é, sem dúvida, a mais urgente. Apesar de ser esperada e exaustivamente estudada, a jornada digital só se concretizou para algumas empresas com a chegada da pandemia. Nesse sentido, o mover ocorreu com uma imperante velocidade.

As organizações precisam estar digitalmente prontas para crescer, enfrentar as intempéries do mercado e evitar que o retorno de seus investimentos escorra pelo ralo. Nesse ponto, entra a resiliência. 

Como construir resultados financeiros significativos durante a pandemia com uma empresa ainda não digital? A conta não bate, não é mesmo?!

A tecnologia está em tudo e estará cada vez mais presente nos modelos de negócios. Mas a construção dessa capacidade digital passa, inevitavelmente, pelo exercício da resiliência.

Para prosperar em um mercado de constantes mudanças, isso deve ser colocado como regra – e não como exceção. Embora cada negócio tenha uma jornada única, essa forma de atuar se tornou uma questão de sobrevivência.

Estudos apontam que novas tecnologias possibilitam uma redução de custos de 15% a 25% para as empresas. Obviamente, para alcançar esse resultado, será necessário reestruturar ações consideradas seguras e estáveis. Ou seja, a abertura à mudança e a ressignificação de processos pode resultar em resistência.

Manter o ritmo de crescimento enquanto pessoas, procedimentos e negócios está mudando simultaneamente. Deste modo, o planejamento deve contemplar ações de cunho regional ou local em que cada realidade é única e precisa se ajustar rapidamente conforme a particularidade.

Durante esse trajeto, apesar da escassez de recursos em função da crise, investimentos são necessários. Pesquisas mostram que alguns negócios podem superar seu crescimento em 50% com o uso de novas tecnologias. Por outro lado, quando tal investimento é reativo, esse percentual tende a cair drasticamente, provando que transformações preventivas são determinantes.

Cada etapa pode ser única, mas algumas características, no que diz respeito à resiliência, podem contribuir para o sucesso: agilidade, produtividade, continuidade (ou estabilidade) e performance (atuação). 

Cada empresa terá um percurso diferente para viver e crescer com cada mudança. A liderança precisa planejar e escolher as estratégias, de forma alinhada com o mercado, mas respeitando as particularidades do seu negócio. 

Assim como para os profissionais, a resiliência pode garantir a continuidade sustentável e competitiva da organização. Vale sempre lembrar: “Não existe evolução sem mudanças”.