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Duas palavras com diferenças aparentemente filosóficas que podem contribuir para entender o seu desenvolvimento profissional. 

 

Conceitos e ponderações

Comumente utilizadas como sinônimos em vários contextos, experiência e vivência apresentam suas diferenças e complementaridades que valem a reflexão! 

De acordo com o dicionário on-line, “experiência” vem do verbo experienciar. Está relacionada com o “conhecimento ou aprendizado obtido através da prática ou da vivência: experiência de vida; experiência de trabalho”. A palavra tem como sinônimos: prova, experimento, teste, ensaio.

Já vivência vem do latim viventia e está ligada ao “fato de viver, de ter vida, existência”. Abrange “conhecimentos adquiridos pela experiência em uma ou várias situações de vida ou profissionais”. Dentre seus sinônimos estão: vida, existência, conhecimento, experiência, saber.

O pensador e filósofo chinês Confúcio dizia que “a experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido”.

Ao refletir sobre esses conceitos, é possível considerar algumas reflexões que auxiliam na compreensão das diferenças entre eles. Seria possível ter vivência e não ter experiência? A resposta é reflexiva, mas não conclusiva. Até porque pode ser um “provavelmente sim”.

Para ilustrar: quando lemos, contamos ou escutamos uma história com riqueza de detalhes, é comum nos sentirmos parte do enredo. A sensação é de que estamos lá dentro, vivenciando-o. Isso seria o mesmo que experimentá-lo?

Tal ponderação demonstra que é questionável igualar os conceitos de experiência e vivência em todas as circunstâncias. Isso porque o nivelamento dos dois pode resultar na negligência do sentido mais profundo que eles trazem em sua forma ora complementar, ora dicotômica.

Em uma entrevista de emprego, quando o recrutador solicita ao candidato que descreva sua trajetória profissional (mesmo que essas informações já estejam contempladas no currículo), a intenção é compreender todas as experiências do profissional para uma boa tomada de decisão no processo seletivo. 

Mas nem sempre isso é determinante. Há profissionais que estão no início de carreira, buscando o primeiro emprego. Nessas situações, os critérios de seleção precisam ser outras experiências e habilidades. 

Também existem profissionais que decidiram mudar drasticamente de carreira. Essa transição, que invalida as experiências anteriores, requer, do mesmo modo, outros critérios para análise de perfil profissional.

Após indicar as exceções na análise de um profissional por sua trajetória, convém retomar que nem sempre o fato de viver a experiência o torna experiente. Por exemplo: um profissional relata que atuou em uma empresa por dez anos, onde participou dos projetos de estruturação das áreas, cargos e funções, tendo percebido as mudanças ocorridas durante o percurso. Isso o torna experiente em processos de estruturação? Não necessariamente. 

O fato de ter uma vivência no assunto não faz dele um expert, a menos que tenha feito parte de todo o processo, executando, alterando e contribuindo com as análises das mudanças realizadas. 

Por outro lado, pode ser que, mesmo não tendo sido o responsável pelo projeto de estruturação, ele tenha se engajado de forma tão especial que, conforme o processo foi ocorrendo, também foi aprendendo, executando, perguntando e interagindo. Nesse caso, pode-se dizer que ele tem experiência no assunto, mesmo que mínima.

Ao relatar sua trajetória, é desejável que o profissional relacione vivência com experiência. Nesse aspecto, vale ressaltar que não existe juízo de valor em que um é mais importante que o outro.

A consciência sobre experiência e vivência pode ser definitiva para sua apresentação profissional. É um quesito fundamental para a descrição detalhada dos seus resultados conquistados para o crescimento da área ou empresa, já que permite analisar, de maneira mais completa, os aprendizados, dificuldades e acertos. 

Tais apontamentos não devem ser encarados como verdade definitiva. Tratam-se, apenas, de reflexões sutis que expressam uma perspectiva. São, portanto, contribuições para um novo olhar sobre o trabalho.

Ainda neste aspecto, podemos exemplificar outros conceitos, destacando a diferença entre empregabilidade e o simples fato de ter um emprego. É óbvio que ter um emprego é algo importante e necessário, mas não necessariamente garante a empregabilidade. São dois conceitos diferentes apesar de serem utilizados comumente como sinônimos.

Cabe salientar que a soma da experiência com o emprego pode contribuir para a empregabilidade. Isso porque permite a vivência dele na sua integralidade, tendo o conhecimento e a sabedoria devidamente adquiridos e reconhecidos.

Independentemente de gostar ou não do emprego, experiência e vivência aumentam as chances de manter a sua empregabilidade. É claro que gostar do emprego facilita a vivência dele, assim como oportuniza adquirir experiências mais prazerosas.

Quanto mais a vivência se aproximar da experiência (e vice-versa), maior será a consciência dos possíveis “gaps” e de como planejar ações estruturadas e evolutivas para o crescimento sustentável da carreira. 

Perguntas

Algumas perguntas podem contribuir para analisar a sua vivência e/ou experiência:

  1. Qual o resultado de sua experiência?
  2. Quais vivências o(a) tornaram mais experiente?
  3. Quais as experiências trouxeram para você um sentido de existência?

Que tal acrescentar vivência à sua experiência e vice-versa? Afinal, ninguém veio ao mundo a passeio. 

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Ou melhor: Como não deixar de fazer planejamento de carreira durante a pandemia? 

 

1.   Pandemia e mudança de planos 

Quando a pandemia da Covid-19 foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em março de 2020, era praticamente impossível prever qual seria o real impacto disso. 

Na prática, quase todos os projetos precisaram ser revistos em termos de estratégia e operacionalização. Quem estava planejando férias, aumento de salário ou até mesmo o desenvolvimento de alguma competência específica, precisou repensar a situação.

Tudo parece ter acontecido de maneira repentina. O isolamento passou a ser uma regra contra a propagação do vírus. 

Diante deste cenário, nos vimos obrigados a fazer as coisas de formas distintas, cada um à sua maneira e dentro de suas possibilidades.  Logo, as diferenças começaram a estampar uma realidade brutal, vez que nem todos têm os mesmos recursos e habilidades.

  • Você se lembra daquele amigo de trabalho que não tinha internet nem computador em casa?
  • E daquela líder que tinha dificuldade de estabelecer horários e agora precisa se esforçar para conciliar a sua nova rotina com as aulas on-line dos filhos?
  • E daquela promoção tão esperada que foi colocada em segundo plano, pois a necessidade agora é absorver outras atividades (desligar, ressignificar estratégias e manter o mínimo fazendo o máximo) até porque o termo austeridade nunca se fez tão presente?

Enfim, tudo mudou.

O que temos em comum?

Em comum, sem dúvida, temos o vírus. A pandemia trouxe à tona dificuldades, limitações e tudo o que nos define como indivíduo único com nossas particularidades. O que parecia estranho e diferente foi se ajustando e se aproximando por meio da tecnologia.

Em meio a tantas reuniões embaraçosas, pela falta de organização ou clareza do que precisava ser feito, alguns elementos permaneciam: a voz, a imagem (quando era possível), os problemas, as limitações, os medos, a confiança, a perseverança.

Via de regra, a pandemia está mexendo com a saúde mental de todo mundo. Não é por menos. Basta aprofundar um pouco a conversa para ouvir dificuldades como: diminuição da renda familiar; perda de entes queridos; insegurança; falta de concentração, baixa produtividade e cansaço levado a potência máxima.

O fato é que a incerteza fez a ansiedade decolar e uma pergunta se tornou comum nos consultórios médicos: “Esta falta de ar é ansiedade ou Coronavírus?”. E os sintomas físicos da ansiedade podem ir além: tensão muscular, insônia, palpitações, suor excessivo e dores de cabeça são alguns exemplos.

Por outro lado, a pandemia reaproximou as pessoas mesmo que virtualmente. O relacionamento digital que, no início, era visto por alguns como complexo, difícil e exaustivo, agora passou a ser encarado como alternativa viável.

Evolução na carreira: novas possibilidades

O olhar sobre a carreira mudou de forma drástica nos últimos anos sobretudo em razão das redes sociais que propiciaram maior interação, integração e exposição. Foram disponibilizados novos recursos que modificaram a forma de se ver e ser visto, apresentar e ser apresentado. Essa conexão tem sido potencializada dia após dia.

Assim, a compreensão de trabalho e mercado se tornou multifacetada com mutações perceptíveis. A quantidade de informações, assim como a forma de coletá-las e avaliá-las, afetou a maneira de conduzir e compreender a carreira.

O tempo investido em uma experiência profissional se tornou mais relativo e menos engessado. As formações passaram a ser consideradas fundamentais e capazes de definir habilidades, comportamentos e competências específicas para cada contexto e vivência.

Os conhecimentos pessoais, a exemplo dos que promovem bem-estar, satisfação e felicidade, foram considerados e quantificados como uma base de dados capaz de definir ações para orientar, de forma personalizada, a carreira e as expectativas das organizações e mercados.

Tudo se transformou em uma grande escola prática a ser considerada no planejamento da carreira. E nunca fez tanto sentido quanto agora, neste momento de crise, em função da pandemia, ter o máximo de certeza do que se quer. Suas escolhas podem lhe custar estar ou não empregado.

Planejar sempre é preciso!

O planejamento de carreira sempre será necessário com ou sem pandemia. Carreira é algo extremamente dinâmico e em movimento com o mercado. Então, planejá-la sempre pode ser uma questão de sobrevivência à empregabilidade

Diferentemente do que se pode pensar, planejamento é um instrumento poderoso que precisa ser considerado constantemente. Isto é, o fato de tê-lo realizado anteriormente não exclui a necessidade de revisitá-lo para criar novas oportunidades e ajustar metas e prazos.

Os impactos trazidos pela pandemia atingiram os mais variados aspectos da vida.  E, na carreira, não é diferente, seja por desligamento, ajuste de remuneração, jornada de trabalho, novos modelos de gestão. Todas essas alterações podem criar oportunidades infinitas para a carreira. Então, a chance que se tem para dar um passo certo é, sem dúvida, o planejamento.

Este planejamento de carreira dependerá da maneira como o mercado irá se relacionar com o que você busca e o que poderá ofertar. Deste modo, o planejamento em situações incertas, perturbadoras e que causam medo pode dizer muito sobre a forma de lidar com pressão.

É óbvio que se trata de algo extremamente crítico, principalmente no que diz respeito à trajetória profissional. Indiscutivelmente, gerenciar as emoções conflitantes encontrando a equivalência em oportunidades de crescimento, é tarefa para quem se conhece. 

Para lidar melhor com a realidade atual, enfrentando a pressão da incerteza, tempo e força de trabalho, algumas dicas são importantes:

Como fazer

  1. Avalie os seus propósitos e objetivos;
  2. Observe a trajetória de todo o currículo;
  3. Tenha clareza do seu perfil: forças e fraquezas, saindo de avaliações de senso comum;
  4. Observe como o mercado vem se comportando;
  5. Compare o momento atual com a realidade futura;
  6. Trace um plano de desenvolvimento;
  7. Execute um plano de ação em curto, médio e longo prazo.

Em situações de crise, não temos elementos suficientes para compreender, lidar e controlar aspectos físicos e emocionais. A nossa tendência é acreditar que isso também se aplica à carreira. Isso não é verdade!

Tratando de carreira, existe a possibilidade de assumir o controle. Ao considerar que momentos adversos trazem conhecimento, é admissível criar mapas de percurso, utilizar ferramentas e recursos minimamente aplicáveis em qualquer circunstância.

A habilidade de mudar a perspectiva em determinadas situações pode ser um grande diferencial na carreira. Afinal, enxergar e perceber algo que não estamos habituados é um exercício extremamente enriquecedor no campo profissional e pessoal.

Avaliar a carreira em plena pandemia pode parecer uma missão impossível. Para alguns, o máximo a ser feito, neste momento, é garantir o emprego. No entanto, a carreira precisa estar constantemente na estrada. E isso exige planejamento e tempo de execução.

 A sua carreira é sua ou do mundo?

A jornada da vida, na qual se insere a carreira, é dinâmica e espera por nossa atitude ativa e altiva. Como bem diz a música “Travessia”, de Milton Nascimento: “Solto a voz nas estradas, já não quero parar”.

Durante o planejamento profissional, cabe refletir: A carreira é minha ou do mundo? A resposta não é uma equação matemática e requer conhecimento, sendo necessário analisar se está ou não preparado para pensar no assunto de forma ampla, incluindo as funções e onde são desempenhadas.

Para atingir resultados, reduzir custos e aprimorar talentos, as organizações precisam de planejamento. A mesma lógica deve ser aplicada à carreira, sobretudo em momentos de crise, a exemplo da atual.

Assim como em uma empresa, a carreira precisa ser considerada um organismo vivo, que precisa de estratégias para ser sustentável, competitiva e rentável; receber e fazer investimentos; além de gerenciar pessoas que podem melhor contribuir.

Voltando à pergunta mencionada anteriormente, é possível perceber que temos nas mãos a carreira, mas que, igualmente, ela tem vida própria e caminha (ou se estagna) à medida que o mundo se mexe e suas relações se movimentam.

Planejamento de carreira tem início, meio e fim. Encontrar constantemente novos caminhos precisa estar associado à realidade de mudanças do mercado. Sendo assim, indiscutivelmente, a pandemia repercute drasticamente na carreira de todos.

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1. O que não é trabalho

No livro “O que é trabalho” (1988), a escritora e educadora Suzana Albornoz descreve que trabalho pode significar a aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado objetivo ou indicar empenho. Mas o contexto pode ser muito mais amplo e desafiador, vez que compreender todas as implicações subjetivas do trabalho, em termos de representatividade, é algo complexo.

O que não é trabalho

I. Vaga de emprego;

II. Estar empregado;

III. Somente remuneração;

IV. Sinônimo de profissão.

E a lista pode ser ainda mais longa... O fato é que o trabalho nos distingue dos outros seres vivos e se diferencia por toda complexidade cognitiva, emocional, produtiva, de utilidade e de tantas formas confiáveis de eficiência. (Aprofunde mais um pouco com a diferença entre emprego e carreira)

Nesse contexto, você já parou para pensar no quanto o trabalho evoluiu e se reconfigurou ao longo dos anos, quantas profissões ainda vêm sendo reconhecidas e quantas pessoas se encontram marginalizadas por essa (não) estruturação? (Você já parou para pensar no impacto da automação no seu trabalho? Pode ser um bom momento.)

2. Valores do trabalho

Ter seus valores alinhados aos da organização auxilia no direcionamento para as estratégias; determina a persistência na execução das atividades; e também influencia a produtividade e o alcance de objetivos. Portanto, os valores do trabalho é um tema fundamental para as organizações atuais.

Em 2014, a A3 realizou uma pesquisa com o objetivo de traçar o perfil de valor do trabalho predominante em gestores de empresas goianas. A hierarquia dos valores do trabalho foi feita através da Escala de Valores Relativos ao Trabalho (EVT), padronizada por Porto e Tamayo, na qual os respondentes atribuíram uma nota aos valores de acordo com a importância que possuem. Confira o resultado!

Hierarquia de valores do trabalho de gestores em empresas goianas (por ordem de escolha)

1º- Realização no trabalho;

2º- Estabilidade;

3º- Relações sociais;

4º- Prestígio.

A realização no trabalho é o valor mais presente entre os gestores pesquisados. Tal resultado permite perceber que, nesta visão, as pessoas buscam, prioritariamente, realizar-se em seus ambientes de trabalho. Tais fatores podem contribuir para que as pessoas compreendam o significado do trabalho, o seu valor e as possibilidades de utilizarem, ao máximo, o potencial de suas habilidades. 

Em breve, teremos uma nova pesquisa com estes mesmos indicadores.

O que te motiva a trabalhar?

Essa foi a pergunta que nós convidamos os nossos seguidores das redes sociais a refletirem e responderem no Dia do Trabalho no ano de 2018. Os dados revelaram que os valores mais selecionados ao trabalho são:

  • Realização pessoal (sustento financeiro);
  • Relacionamento interpessoal (relações positivas);
  • Contribuição para a sociedade como um todo (inspirar pessoas).

(Confira todos os dados)

Claro que um dos objetivos comuns do trabalho é também pagar as contas; mas não podemos deixar de perceber o valor social que ele produz e motiva, o significado particular e especial para cada indivíduo e como base para planejar a carreira. ?

3. Propósito no trabalho

Ter um propósito claro para a vida é essencial principalmente nos dias atuais. Isso provavelmente impactará na sua relação com o trabalho, vez que ajuda a definir as suas estratégias alinhadas com ações a curto, médio e longo prazo.

À medida que você se conecta com suas forças e as transforma em processos evolutivos capazes de transpor mudanças e construir novas alternativas, compartilhando resultados objetivos e tangíveis, a sua relação com o trabalho ganha mais sentido e, consequentemente, se torna mais eficiente.

Para ampliar a reflexão sobre seu propósito no trabalho:

  • Quais são suas prioridades?
  • Como você pode monitorá-las?
  • Qual o desafio para si mesmo?

Para tanto, não procure respostas certas ou erradas - e sim aquelas que conversam com o resultado que pretende atingir. Persista e siga em frente, parando, analisando e realizando da forma que se aproxima, ao máximo, de seu bem-estar, da sua realização pessoal e profissional e, de preferência, que alinhe com sua empregabilidade.

4. Empregabilidade

Empregabilidade tem tudo a ver com trabalho. Ela está relacionada à sua capacidade de estar sempre (ou na maior parte do tempo) em condições de conseguir um emprego. Mas lembre-se: ser um profissional empregável não significa ser assalariado ou estável em uma empresa ou função.

A explicação pode ser simples, mas a execução nem tanto. Isso porque requer esforço e estado de vigília muito maiores do que estamos habituados de costume, envolvendo ainda fatores como competências, resultados e históricos.

Após fazer uma análise de seus últimos trabalhos ou experiências, tendo em vista seus objetivos, voltados para a profissão, remuneração ou qualidade de vida, responda às seguintes perguntas:

1- Tenho experiência suficiente?

2- Consegui desenvolver tanto que “sobro” em como estou?

3- Meus resultados falam por mim?

Essas e outras perguntas podem te ajudar a traçar o panorama da sua empregabilidade. Vale ressaltar que tudo o que possui (ou te falta) precisa ser levado em consideração para estar com a empregabilidade em consonância com os seus objetivos.

5. Você se Contrataria?

Há algum tempo, um programa de TV realizou um processo seletivo para uma empresa, em que seus participantes passavam por vários desafios individuais e em grupo. Eram colocados à prova em vários quesitos: currículo, apresentação pessoal, assim como competências, como trabalho em equipe, comunicação, tomada de decisão e liderança.

Habilidades técnicas e lógicas também eram avaliadas e, ao final, alguns dos participantes ganhavam o prêmio de serem contratados, remunerados e se tornarem propensos a desenvolverem uma carreira como executivos. No desfecho, era quase perceptível quem estaria mais apto.

Isso porque a jornada da carreira era comprimida, situações de pressão eram simuladas e todos os recursos internos e externos dos participantes eram vistos e vivenciados pelo telespectador. Tal programa, em um determinado momento, apresentava a seguinte pergunta: “Você se contrataria? Justifique”.

E você? Como responderia essa questão?

Conseguir um trabalho é fundamental, muitas vezes, uma condição para manter sua empregabilidade. No entanto, se almeja uma continuidade de crescimento profissional, será necessário ir além, planejar, estabelecer objetivos de curto e longo prazo, recuar e acelerar sempre que algo coloque sua empregabilidade em risco.

Curiosamente como ocorria aos participantes do programa, você pode também dizer “Não, eu não me contrataria” por estar diante de um excelente trabalho, ótima remuneração e desafios, mas que não conversa com a sua empregabilidade a longo prazo.

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Como controlar as emoções de estresse

Publicado em 02/02/2021

Encontrar resposta para as emoções que são potencializadas em situações de estresse parece ser uma tarefa, no mínimo, desafiadora. Mas isso é possível com uma dose extra de resiliência.

As emoções em situações de estresse podem ser traduzidas de diferentes maneiras, a começar por aquela sensação de perda de controle e de que vamos explodir. Isso ocorre porque ainda temos impulsos pouco moldados, seja pela falta de autoconhecimento, inexperiência em situações semelhantes, seja pelas próprias frustrações que acabam afetando o discernimento.

Para reestabelecer o equilíbrio, será necessário considerar o que está em nível crônico, pois alguns estados emocionais podem ter evoluído para um patamar não saudável. Nesse caso, a intervenção vai demandar muito mais do que novos comportamentos, pois deverá incorporar, inclusive, circunstâncias e assistência profissional multidisciplinar.

A tristeza, por exemplo, pode estar em um estágio de depressão. Logo, situações de pressão podem potencializar esse estado emocional e atingir outros, como a apatia. Nessa conjuntura, o melhor mesmo será buscar ajuda específica, vez que o quadro já extrapolou o controle. Diante do exposto, algumas reflexões são importantes:

A. Consciência

A consciência em si amplifica o impacto causado por diversas emoções em situações de estresse e permite reconhecer o impulso. Isso pode ser desenvolvido ao longo de uma vida. Trata-se de uma constante autodescoberta sobre como proceder em diversos ambientes e contextos independentemente das pessoas envolvidas. Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente?

Essa compreensão pode ultrapassar o estado subjetivo, atingindo até mesmo o biológico, vez que a consciência pode surgir de estados emocionais acusados pelo corpo. Em uma situação de risco, quando um cão feroz se aproxima, por exemplo, podemos paralisar ou correr.

A partir daí, a consciência vai gerar uma experiência ou um aprendizado orgânico. Isso significa que, em ocasiões semelhantes, provavelmente seguiremos o mesmo padrão de reação. Deste modo, será fundamental superar essas situações e construir novos aprendizados.

B. Resolução de problemas

Geralmente, situações de estresse exigem solução de problemas e tomada de decisões. Por outro lado, esses momentos podem trazer uma desordem ou confusão emocional por estarmos habituados a agir e sentir de determinada forma.

Ter a clareza de que esses eventos vão surgir (e exigir resposta) pode ser o caminho para lidar com eles de forma mais leve, reduzindo a duração da confusão e, com isso, dinamizando o retorno ao equilíbrio emocional.

A flexibilidade precisa estar em um patamar cognitivo e emocional que permita perceber que, para toda solução, existiu um problema. O equilíbrio está em saber usar essas pontes mentais e emocionais como oportunidades, afastando pensamentos e comportamentos negativos e limitadores. Gerenciar as suas emoções é estratégia para a sua saúde mental e carreira.

C. Disciplina

Frequentemente, a palavra disciplina é associada a algo maçante, rígido e difícil de ser alcançado, quando, na verdade, pode representar justamente o contrário. Isso ocorre porque, normalmente, seu significado está atrelado a uma ordem ou resistência.

Por estar vinculada a uma continuidade ou sequência a ser parametrizada e seguida, a disciplina acaba sendo confundida com ordem. Mas, em situações de estresse, com a devida dose de flexibilidade, as nossas reações podem se tornar fonte de nova ordem e coerência.

Outro fator marcante é a resiliência. É ela que, em situações emocionalmente estressantes, coloca o ritmo e serve de guia para o caminho a ser trilhado.  A definição de continuidade é que trará novos discernimentos. Resiliência é a capacidade de aguentar tudo?

Soma dos fatores

Quando se trata de emoções, a soma dos fatores pode mudar. Recentemente, atendi uma profissional da área da saúde que, diante da pandemia, relatou a sua completa imersão em todo tipo de pressão possível e imaginável.

O quadro foi se transformando, quase instantaneamente, em um turbilhão de emoções boas e ruins. Os sintomas foram revelados através de crises recorrentes de choro, diante de conflitos cotidianos (profissionais e pessoais), acarretando mágoa e irritabilidade.

Nitidamente algo estava errado. Sua convivência no trabalho e com os outros foi se tornando insuportável. O problema se tornou tão evidente que seu filho, de apenas 8 anos de idade, chegou ao ponto de dizer: “Mamãe, não quero ficar perto da senhora. Você está com um olhar estranho e estou com medo”.

Para não chegar nesse estágio, é interessante buscar um processo de autoconhecimento constante com propostas terapêuticas. Mas, quando isso não for possível, eleja uma pessoa de sua confiança, no ambiente pessoal ou de trabalho, para lhe fornecer orientação e feedback sobre seu comportamento.

Lembre-se: uma pessoa de sua confiança não é aquela que concorda com tudo que você faz. Ela precisa ser imparcial ao ponto de dar contribuições ao seu crescimento. No ambiente de trabalho, um líder pode ser uma boa opção.

Cabe também visualizar seus diversos papéis nos grupos que participa a fim de analisar: como você age em cada um deles; se o seu comportamento se repete e o que isso traz de positivo e negativo.

Quando estiver mergulhado em situações sem precedentes e perceber que as emoções estão saindo do controle, estabeleça algumas pausas de, no mínimo, 90 segundos cada. Esse é o tempo médio para que o cérebro consiga gerar consciência ou melhor percepção de si, voltando a atenção e a intenção ao que você realmente precisa fazer.

 Escolher emoções

A falta de controle começa quando caímos no erro de querer escolher as emoções como em um cardápio de comidas e bebidas. Emoções precisam ser sentidas, vividas e experimentadas. Todas elas, sem exceção, são fundamentais para o nosso amadurecimento emocional. Descubra como desenvolver a sua inteligência emocional com esses seis passos dessa minitrilha!

Não dá para simplesmente viver em um universo paralelo, escolhendo situações estressoras ou não. Não temos o controle sobre passar ou não por problemas. Então como fazer? 

O primeiro passo é entender que os momentos adversos passarão, mas os estados emocionais ficarão eternamente gravados como marcas boas ou difíceis do seu percurso. Desapontar a si mesmo ou aos outros pode acontecer.  Nessas horas, não tem problema voltar atrás, pedir desculpas, aprender com os erros e dar uma nova chance.

Existe uma técnica japonesa que consiste em consertar peças de valor sentimental com uma mistura feita de massa branca e pó em ouro, evidenciando as marcas dos pedaços colados e tornando o objeto único e especial. Do mesmo modo, nossas emoções podem trazer essas marcas e temos o poder de escolher como queremos transformá-las.

O ambiente organizacional é mais objetivo, direto e, às vezes, impiedoso com os erros. Suas marcas podem se tornar julgamentos e mudar completamente sua carreira. Então, em momentos de estresse, vale a pena escolher ações mais preventivas e que fortaleçam seus comportamentos e emoções. O autoconhecimento é o caminho para isso.

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O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

 

As suas emoções básicas

A animação “Divertida Mente” (2015), sucesso de público e de crítica da Disney e da Pixar, apresenta, de forma didática, as cinco emoções básicas (alegria, tristeza, medo, raiva e nojo). A partir delas, outras se derivarão em complexidade e evolução.

 

Os personagens que representam as emoções na imagem: Medo (roxo), Nojo (verde), Alegria, Tristeza (azul) e Raiva (vermelho).Disponível em: https://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/010120191022-pesquisa-cientifica-divertida-mente.jpg

 É interessante assistir ao filme para você se identificar, mesmo que de forma lúdica, com o contexto:

  • Alegria: É a emoção que causa um prazer, um bem-estar duradouro, otimista e entusiasmada sobre a vida;
  • Medo: É a emoção que nos alerta de uma possível situação de perigo em que podemos perder o controle para a raiva, por exemplo;
  • Raiva: É aquela emoção que age no sentido de nos proteger contra a ameaça presente sobre a nossa alegria, bem-estar ou relacionado a uma situação injusta, colocando-nos em uma posição de agir;
  • Nojo ou Surpresa: É a emoção relacionada ao se encantar, ou não, por algo inacreditável que está acontecendo, triste ou alegre, que fascina positiva ou negativamente;
  • Tristeza: É aquela emoção que nos coloca pra baixo, podendo ser por frustração, se associada à raiva ou medo; e causa de imediato uma certa falta de motivação e ânimo.

E no contexto atual de mudanças, como você está se sentindo? 

Quando as pessoas te surpreendem 

Quando uma pessoa assiste ao filme “O Rei Leão” (2019) e fica com a ideia principal relacionada à morte, talvez lhe falte algum recurso para conseguir acompanhar a mensagem do obra cinematográfica. E isso diz muito sobre o estado emocional dela naquele momento e a forma como está encarando certas situações. Provavelmente, em algum momento, também reagimos assim. Como diferenciar emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Disponível em:https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2019/07/blogib_o-rei-leao-2019_feat.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453

Então, reconfiguremos a pergunta: “Com a morte do pai, qual foi a lição aprendida pelo leãozinho?” ou se precisar de um apelo mais filosófico: “Será que a morte, neste contexto, pode ter significado de vida?”.

O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

Imagine a seguinte situação: Você acorda em um dia não tão agradável com o famoso “pavio curto”. O seu semblante afasta naturalmente qualquer interação possivelmente saudável. Por outro lado, alguém levanta tão irradiante e otimista pela vida que expressa na calça de cor amarela estilo “Miliopã” algo que, posso garantir, pode deixar o sol bem envergonhado. E a primeira coisa que essa pessoa faz ao chegar ao seu lado é estabelecer um diálogo:

- Bom dia!

- Bom dia pra quem?

- Para você, lógico! Estou com dez planilhas de Excel para reconfigurar. O dia vai passar voando!

(Silêncio)

- E aí? Me diga quantas planilhas você tem?

- O tanto suficiente para o meu dia ser o mais entediante possível. Às vezes, parece que fulano deseja o meu mal.

Quem possivelmente terá um dia, no mínimo, melhor? Provavelmente os dois. Isso mesmo! As emoções não podem ser classificadas como piores ou melhores, certas ou erradas, elas simplesmente surgem. O que define isso pode estar muito mais relacionado ao estado de tempo e à intensidade com que você as vivencia.

As pessoas podem nos surpreender o tempo todo e nos colocar em posição de constrangimento, tirando-nos temporariamente da lógica ou, quem sabe, até da racionalidade.

O segredo, então, você já deve estar imaginando... Isso mesmo! Tem relação conosco e com a nossa capacidade de embarcar ou não na emoção do outro. É uma espécie de controle (ou descontrole) próprio da influência que o outro exerce sobre nós ou vice-versa. Isso pode ser mais comum do que se pensa. 

Por muito tempo, por exemplo, as pessoas atribuíram sua carreira e crescimento profissional, única e exclusivamente, à empresa em que estavam ou aos seus líderes. Se a empresa falisse, sua carreira seguiria certamente o mesmo fluxo; se o líder fosse desligado da empresa, provavelmente seu crescimento estaria comprometido.

No mercado de trabalho, elas esperavam o momento de alguém lhes oferecer um emprego. E, se tal proposta não vinha, a tão sonhada carreira era colocada de lado, passando a fazer parte apenas do sonho, do fator sorte ou de “quem indica”.

Atualmente, partimos do pressuposto que o agente ativo da carreira é o próprio indivíduo e ele será o responsável por colocá-la no estágio que entende ser realmente possível em um determinado tempo. Isso será viabilizado por meio de um planejamento claro de desenvolvimento de competências e resultados que comprove o destino ao qual se colocou.

Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente? Qual o sentido de embarcarmos nas emoções alheias? Seria talvez pela nossa própria vontade ou natureza de ser, pensar e agir?

O discurso é lindo, mas é claro que, na prática, a gestão das nossas emoções é um exercício contínuo o qual pode ser considerado sem fim e em constante transformação. Como uma história que, se contada, terá em cada fase ou momento um novo começo e mil possibilidades.

Surpreender-se com as pessoas é um despertar para nossas emoções.  Isso é fonte de aprendizado e permite realizar trocas que contribuem para diminuir os “tombos” ao longo da vida em sociedade. Não deve, portanto, servir como parâmetro para definir como você deve ser ou se sentir.

Conhecendo as suas reações emocionais

O autoconhecimento pode ser um passo significativo para entender suas emoções, isto é:

  • Como as suas emoções surgem?
  • Quando?
  • Com quem?
  • Em quais situações?

Após identificar as emoções, como você as trata? Veja as opções abaixo:

  • Acolhendo;
  • Sendo permissivo;
  • Duro;
  • Abafando e se adoecendo;
  • Explodindo e se culpando;
  • Conforme a situação.

Claramente não existe mágica ou soluções mirabolantes, mas perceba como esse exercício poderá ser útil para iniciar um diálogo consigo, enxergando as emoções de forma mais racional e consciente; e identificando as forças e fraquezas, o que te levanta e o que te derruba. 

Isso possibilitará o passo seguinte: desenvolver o seu autoconhecimento e gerenciar emoções mais complexas em circunstâncias mais desafiadoras na sua vida e carreira. Se doer, pause, descanse e peça ajuda! Mas persista como uma tartaruga que procura o mar, sempre lenta, porém constante.

 

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Conhecer nossas emoções e entender como nos sentimos em relação a cada uma delas pode parecer uma missão quase impossível. No entanto, isso pode ajudar (e muito) a lidar melhor com a vida em todos os aspectos. No campo do trabalho, especificamente, tal ação proporciona um ambiente saudável na relação empregado e empregador.

 

Se algo sair errado, a confusão estará armada, não é mesmo? Deve ser por isso que provavelmente nos fazemos essa pergunta constantemente principalmente em situações de conflito. Duplicamos a vigília para garantir o equilíbrio e muito frequentemente nos negligenciamos.

Se o assunto é mudança, parece que estamos em uma montanha russa de emoções. O pensamento pode ficar atordoado e podemos utilizar aquela estratégia muito conhecida: “respira, calma, nada de fazer algo com a cabeça quente”.

Tudo isso provavelmente porque declaramos guerra entre razão e emoção, como se estivéssemos em um ringue no qual quem se sair melhor, vence. No entanto, razão e emoção se complementam no processo de avaliar e decidir.

1. Como diferenciar as emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Para começar a compreender as emoções, vamos entender a diferença fundamental entre elas e os sentimentos pela ótica da psicóloga Rosa Corrascosa, no livro “Emocionário”:

A.        Emoção versus Sentimento

I. Emoções são estados afetivos inatos e automáticos que afetam nosso corpo, mente e comportamento. O propósito das emoções é nos ajudar a lidar com o que acontece à nossa volta.

II. Sentimentos são a tomada de consciência dessas emoções. Eles servem para expressar nossos estados emocionais de maneira mais racional para os outros e para nós mesmos.

Suponhamos que você esteja inseguro com a entrega de um determinado projeto/atividade no trabalho. Você não se considera totalmente apto(a) a realizá-lo tampouco se sente confortável para compartilhar tal situação com seu líder por receio de ele usar isso para avaliar suas habilidades e considerar seu desligamento.

Toda essa circunstância pode fazer seu corpo paralisar, seu cérebro não raciocinar, sua perda de foco aumentar, sua procrastinação eclodir. Tal estagnação pode levar seu líder a duvidar da sua capacidade de garantir a entrega com qualidade e dentro do prazo acordado.

Tomar consciência do que está acontecendo com você neste momento e pedir ajuda a um colega de trabalho ou mesmo ao seu líder, quando há abertura para isto, pode ser um passo para sair dessa armadilha que pode acontecer com qualquer um.

B. Emoção versus estado de ânimo

Existe uma relação estreita entre emoção e estado de ânimo, quase imperceptível, em uma situação vivenciada que precisa de uma resposta imediata. É necessária uma investigação cuidadosa e autoconhecimento para esse mergulho.

Funciona mais ou menos assim: o que começa com uma emoção transitória ligada a um acontecimento pode mudar para um estado de ânimo se perdurar, contagiando os espaços onde vivemos.

Continuemos com o exemplo: você tem um projeto para entregar ao seu líder hoje. A tensão pode ter sido a emoção mais consistente ao longo de todo o seu dia com a finalização dos últimos detalhes. Após a entrega do projeto, você pode sentir uma sensação de alívio, como se tirasse um peso de suas costas, passando o resto do dia relaxado e aliviado pelo dever cumprido.

Agora perceba as emoções que sentiu diante das diversas situações que você enfrentou hoje.  (Quais dessas emoções você tem percebido sentir com mais frequência?). Note que alguma específica te chama a atenção. Reflita: a qual situação específica ela está relacionada?

Enquanto a emoção é aguda e se desfaz em pouco tempo, o estado de ânimo pode ser crônico e perdurar, já que pode acontecer com menos estímulos. 

Voltando novamente ao exemplo: se você recebesse um feedback positivo de um cliente, por exemplo, dificilmente você iria sentir-se tão bem, pois tamanho era o seu estado de insegurança, desconforto e ansiedade com a entrega do projeto ao líder.

Isto porque as emoções são expressas ou suprimidas e os estados de ânimo podem ser disfarçados. Contudo, os dois predispõem à ação, portanto, influenciam comportamentos

Controlando as emoções, você está a um passo de controlar os comportamentos (ótima notícia, não é mesmo?).

C. Estados de ânimos

Segundo a adaptação de Miller (2011), é possível termos condições de nos autoavaliar sobre o estado de ânimo baseando na análise de dois fatores conforme mostra o gráfico a seguir:

 

I. Nível de energia (alta energia, equilibrado, baixa energia);

II. Ânimo (positivo ou negativo).

 

 A partir dessa análise o autor revela quatro categorias de estados de ânimo nas quais podem se encaixar vários outros:

  • Ansiedade – alta energia e ânimo negativo;
  • Atividade – alta energia e ânimo positivo;  
  • Serenidade – baixa energia e ânimo positivo;
  • Melancolia/Depressão – baixa energia e ânimo negativo.

Percebe as suas situações vivenciadas com, por exemplo, ansiedade ou melancolia, e ainda a sua capacidade de estar mais ativo ou sereno. Isso afeta a sua capacidade para fazer julgamentos, na tomada de decisão e nas próprias ações.

 Qual o seu estado de ânimo agora?

D. Emoção x razão

A emoção é a resposta mais rápida a uma mudança ambiental, por isso, ela pode interromper processos mentais rápidos. O autoconhecimento se torna fundamental então para te orientar no melhor a ser feito. O estado de ânimo também terá seu papel durante todo esse processo, quando essa emoção perdura, conforme descrevemos anteriormente.

Por detrás de cada mudança há oportunidades para o crescimento transformador e as emoções positivas possibilitam esse olhar. Elas nos preparam para o futuro incerto porque nos convidam a:

  • Testar as fronteiras do que sabemos;
  • Gerar soluções criativas para ameaças iminentes, pequenas e grandes.

Já as emoções negativas, assim como os estados de ânimo negativos (ansiedade e melancolia), podem oferecer mais riscos ou limitar a busca pela solução de problemas no processo de lidar com a adversidade.

Nas mudanças e desafios, emoções de ansiedade, preocupação e depressão tendem a aflorar “tomando o lugar” das emoções de alegria, paz e felicidade. Como lidar com esse fato no ambiente de trabalho? 

2.   Ambiente de trabalho é local para expressar as emoções?

Desejo afirmar que é humanamente impossível sufocar as emoções - e os sentimentos decorrentes delas - por um longo período, sem ter uma consequência relativamente grave no ambiente de trabalho a qual pode afetar desde a sua saúde mental até a saúde econômica.

É muito comum ouvirmos: “Ao entrar no trabalho, deixo meus problemas de casa lá fora, e, quando saio, pego-os novamente”. Trata-se, portanto, de uma crença limitante, que pode até ter tido alguma relevância em um determinado momento da história, mas que atualmente perdeu o sentido, podendo até ser interpretada como falta de inteligência.

Isso mesmo! A inteligência emocional trata da capacidade de olharmos para nossas emoções, ter consciência de suas consequências e dar um próximo passo para lidar com elas. Entenda que lidar não é eliminar.

No exemplo citado acima, o fato de você: tomar consciência de sua insegurança; perceber seus comportamentos de paralisação e falta de foco; e buscar ajuda de colegas ou líder, não garantirá que você não tenha os mesmos sentimentos em um outro projeto. O que poderá contribuir será o acúmulo das suas experiências vividas e absorvidas para uma solução que pode acontecer futuramente de forma menos sofrida (isso se você  permitir reconhecer suas limitações quando elas surgirem).

Você pode estar se perguntando: “Mas viverei esse processo sempre?” A resposta a essa pergunta não é exata. Mesmo desenvolvendo comportamentos que te levem a ter maior controle e te ensinam a lidar melhor com os cenários, em uma situação de estresse agudo - como fusão da empresa, mudança de gestão ou desligamentos em massa - tudo pode vir à tona.

O ambiente de trabalho faz parte da sua vida, então, tenha consciência que estes sentimentos irão surgir. Cabe, portanto, a reflexão: Como posso lidar melhor com eles?

 3.   Controle emocional = suprimir ou ressignificar?

Toda situação ativa nossas emoções, assim como também nossas capacidades de enfrentá-la. Reconhecendo os estímulos que disparam as emoções, encontramos maneiras de lidar melhor com elas.

Não se deixar levar pelas emoções ou impulsos é essencial em situações onde as emoções são infladas pela sensação de perda de controle e de resultados catastróficos. 

O controle emocional nos auxilia a lidar com situações críticas. O mero fato de reconhecermos internamente as emoções que sentimos já é um primeiro passo muito importante. Perceber as suas emoções diante dos momentos de adversidades é fundamental para entender a influência deles nos seus comportamentos.

Como então desenvolver esse controle emocional? Esse controle pode ser definido como a capacidade do indivíduo de não só permanecer focado na situação estressante como também de demonstrar comportamentos consistentes em uma variedade de situações.

As pessoas tendem a controlar as emoções de duas maneiras: por meio da supressão (esconder os sentimentos) ou ressignificação (repensar uma situação emocional). Confira mais sobre a importância de desenvolver a sua inteligência emocional com esta minitrilha!

Suprimir as emoções pode ser o caminho mais arriscado para lidar com as situações do cotidiano principalmente em cenários instáveis, pois, no longo prazo, pode contribuir para o seu processo de adoecimento e em alguns momentos você poderá (pelo tempo que guardou para si as emoções) reagir de forma impulsiva prejudicando o seu enfrentamento da situação.

Ressignificar as suas emoções principalmente em situações de mudanças e conflitos é o caminho para uma atitude mais adequada que seja melhor para você e para todos os envolvidos. Quando ressignificamos, obtemos o controle consciente de nossas emoções, contribuindo para uma saúde emocional mais satisfatória.

Pensamentos, emoções e comportamentos saudáveis associados ao estado de ânimo constante e positivo estão no topo dos desejos de empresas, colegas de trabalho e por que não também da família e amigos?!

Todos podem se beneficiar de tal escolha. A responsabilização sobre nossas emoções, estados de ânimos e comportamentos favorecem o crescimento de todos que estiverem envolvidos direto ou indiretamente. O processo de autoconhecimento será determinante para que essa jornada seja mais positiva do que negativa, compreendendo que jornadas emocionais são maratonas internas e intensas.

Dica boa é dica compartilhada! 

Existem algumas emoções consideradas básicas e alguns exemplos que as ilustram na prática:

A. Alegria - “Me sinto extremamente entusiasmado hoje!”

B. Medo -  “Acho que alguma coisa ruim pode acontecer comigo.”

C. Tristeza -  “Me sinto desanimado, sem energia!”

D. Surpresa - “Nossa! Não acredito que isto é verdade!”

E. Raiva - “Me sinto injustiçada!”

Faça o seguinte exercício quando estiver frente a um desafio:

  • Em uma escala de 0 a 10, o quanto eu estou me sentindo sobre este projeto/atividade/rotina?
  • Quais são as ações, pessoas, recursos ou meios que podem me ajudar a executar tal projeto?

4.  Saúde mental

A dosagem que colocamos nas nossas emoções e sentimentos define a nossa saúde mental, pois toda falta ou excesso pode levar ao caminho da patologia.

Todas essas emoções e sentimentos irão contribuir para que o seu estado de saúde mental possa melhorar ou prejudicar a sua vida profissional. É fundamental ter consciência deles e de como se apresentam para vivenciar uma situação mais próxima do equilíbrio.

Procure seguir este caminho:

  1. Acolha sua emoção seja ela qual for;
  2. Procure transportá-la para o aspecto da consciência;
  3. Busque ajuda!

Perceber as suas emoções, estados de ânimo e sentimentos é o primeiro passo para saber gerenciá-los no ambiente de trabalho e nas situações em geral da vida. 

O controle emocional é a estratégia que você precisa desenvolver para garantir a sua saúde mental e o desenvolvimento da sua carreira principalmente diante deste cenário de mudanças.

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Identificar pontos de melhoria, planejar metas com clareza e encontrar o melhor caminho para o crescimento são passos imprescindíveis na busca por desenvolvimento profissional, porém muitas vezes essa busca acaba se tornando uma verdadeira batalha e as pessoas se perdem ao tentar serem protagonistas da própria carreira. O Coaching e o Mentoring são metodologias que podem auxiliar nessa jornada.

Afinal, o Coaching e o Mentoring têm um objetivo em comum: desenvolver as pessoas para que atinjam as suas metas e alcancem o seu propósito. No entanto, cada um deles tem a sua abordagem e maneiras diferentes de chegar a esse resultado. Conhecer essas diferenças te ajudará a entender qual das duas metodologias é preferível para você no momento atual da sua carreira.

O que é Coaching e Mentoring?

O Coaching é um trabalho dirigido de orientação e acompanhamento de profissionais no desenvolvimento pessoal e profissional. Leva o coachee ao autoconhecimento, identificando objetivos e planejando-os para assim desenvolver as competências e habilidades necessárias para alcançá-los. Com foco e empenho, gera ações mais efetivas e de alto impacto, potencializando a trajetória de carreira e vida do coachee.

Já o Mentoring é um tipo de tutoria, na qual um profissional experiente e grande conhecedor de sua área orienta e aconselha profissionais com menos experiência. O Mentor utiliza de seu conhecimento para guiar o mentorado pelos melhores caminhos, orientando e apoiando o profissional para o crescimento pessoal e o progresso na carreira. O Mentoring tem como objetivo garantir a aprendizagem dos papéis que o indivíduo assume profissionalmente; prepará-lo para o progresso dentro ou fora da organização e aperfeiçoar o senso de competência, clareza de identidade e efetividade no desempenho do papel profissional.

Diferenças entre as duas metodologias

O Coaching é uma metodologia mais ampla que também mergulha nas características pessoais do cliente, observando alguns pontos de sua vida e personalidade. O Coach não precisa ter experiência na área profissional de seu coachee, pois nessa metodologia pressupõe-se que o coachee necessita de um profissional especializado para guiá-lo em uma jornada de autoconhecimento, na qual ele mesmo encontre as respostas e perceba seus pontos de melhoria e suas capacidades.

O Mentoring não limita o tempo em que todo o processo será realizado. No Coaching a quantidade de sessões e o tempo de todo o processo são estabelecidos a partir do objetivo específico.

As duas metodologias têm maneiras diversas de serem estruturadas. O Coaching da A3 Consultoria se inicia com o Assessment (uma avaliação minuciosa de competências) que finaliza com um plano de desenvolvimento do indivíduo, plano esse que poderá ser trabalhado nas sessões de Coaching.  Após o Assessment, as etapas se estruturam na definição do foco, alternativas para aprofundar as ações, planejamento de ações, possíveis barreiras e o entendimento do que foi construído a partir das ações e acompanhamento. O Mentoring da A3 Consultoria pode ser organizado em uma etapa de iniciação com definição de foco, cultivo das situações vividas, desvinculação do mentorado e o mentor, finalizando com uma redefinição da relação. Tem o papel de provocar no mentorado a possibilidade de um olhar diferente sobre os desafios; colocá-lo em contato com seu potencial; conduzi-lo à reflexão e ajudá-lo a tomar decisões acerca de metas e trajetórias de carreira; além de orientar, sugerir e reverter situações.

Cada uma delas tem suas qualidades e diferenciais. Se você busca um processo a partir da orientação de um profissional especialista na sua área específica ou com vasta experiência na habilidade que você deseja desenvolver, que seja mais aberto quanto ao tempo de duração, o Mentoring pode ser o ideal para você. Se o que você precisa é de uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades a fim de alcançar um objetivo específico, então, o Coaching pode ser o caminho. Cada profissional pode escolher uma metodologia ou outra a partir do seu objetivo específico, por isso, conhecê-las é o primeiro passo.

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Uma empresa tem à sua disposição uma série de patrimônios, sendo eles de estrutura física, tecnologia, patentes e até mesmo do próprio valor percebido da marca. No entanto, nos últimos anos o mercado voltou o seu olhar para aquele que pode ser considerado o recurso mais valioso de qualquer organização: os colaboradores e todo o seu potencial.

Para Alessandra Luzine, CEO da A3 Consultoria, nunca se discutiu tanto a subjetividade e o capital humano nas empresas como atualmente. Hoje o foco é conhecer o indivíduo: suas atitudes, comportamentos, energia, amor à tarefa, o entendimento do que deu e não deu certo. "É gerar resultados positivos por meio da contribuição das pessoas", defende a psicóloga reconhecida pela expertise em Gestão de Pessoas e Negócios.

Tendo como foco o capital humano, empresas passaram a se preocupar com a qualidade do ambiente de trabalho, valorização da individualidade e humanização dos processos. Perguntas como "O que buscam os funcionários?" ou ainda "O que faz o profissional feliz?" são alguns exemplos de como isso está sendo percebido. No artigo As três coisas que os funcionários realmente desejam: carreira, comunidade e causa publicado em 2018 na Harvard Business Review, os autores Lori Goler, Janelle Gale, Brynn Harrington e Adam Grant procuraram responder a essas dúvidas, tentando entender quais são as necessidades de seus funcionários em relação ao trabalho. Os autores identificaram três aspectos que motivam os colaboradores: a carreira, a comunidade e por fim, a causa. 

O primeiro aspecto se relaciona com o emprego, com o nível de autonomia que o profissional tem e como ele pode utilizar suas melhores características e desenvolver trabalhos em áreas de seu interesse. Já o segundo se volta para as pessoas, o quanto o profissional se sente respeitado e seu trabalho é prestigiado. O último aspecto está relacionado ao propósito, à forma como o trabalho está relacionado com a missão da empresa e o impacto do mesmo para a sociedade.

Em outras palavras, o caminho para uma empresa alcançar todo o seu potencial é conhecer a pessoa por trás do profissional. É entender as suas preferências, seus pontos de desenvolvimento e seus interesses, analisando sua jornada na empresa e direcionando seus esforços para a área a qual deseja nortear a sua carreira. É também criar um ambiente de trocas em que todos tenham uma missão em comum. Isso gera maior entusiasmo para trabalhar e desenvolvimento profissional, assim como melhores resultados para a companhia.

Para estimular tudo isso, as empresas estão compondo suas equipes de maneira cada vez mais plural, abraçando a diversidade e o leque de visões de mundo que elas trazem, assim como também procurando humanizar os processos e dar a liberdade para os colaboradores serem autênticos e inovadores.

Esses movimentos acabam refletindo as tendências para valorização do capital humano citadas na pesquisa “Tendências Globais de Capital Humano 2019” realizada pela Deloitte que entrevistou mais de 10 mil líderes de negócios e de Recursos Humanos de 119 países. A pesquisa apresentou como resultados pontos focais como o oferecimento de propósito e significado para os colaboradores, transparência, abertura, desenvolvimento e crescimento.

O capital humano é o catalisador de transformações e bons resultados de uma empresa. De nada adianta grandes patrimônios e um ótimo produto, sem uma boa equipe para apoiá-los. Os funcionários representam a marca em todos os pontos de atendimento, sendo cruciais para uma percepção positiva por parte dos clientes e parceiros. Quando os funcionários se desenvolvem, aprendem e são estimulados a inovar, a companhia se fortalece.

A percepção de funcionários como números em uma planilha está ficando para trás, dando lugar ao entendimento do seu papel estratégico e, por isso, para uma relação muito mais profunda. Muito além de um simples tópico em voga, as empresas já reconhecem que considerar o lado humano de suas equipes é essencial para o desenvolvimento do profissional, da empresa e do negócio.

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O desligamento de colaboradores, principalmente em massa, costuma ser um processo delicado para todas as partes envolvidas. A situação geralmente desestabiliza quem fica e afeta profundamente a autoestima de quem sai. Diante desta situação, é possível minimizar tais impactos e ainda preservar a reputação da corporação diante dos públicos de interesse? É possível e aplicado.

O conceito de desligamento responsável surgiu baseado na legislação europeia, a qual prevê a recolocação de profissionais demitidos em condições de trabalho e renda compatíveis. Nestas condições, o profissional não se sente abandonado pelo contratante, pois vislumbra a possibilidade de continuidade em outra empresa a partir da ajuda de um consultor que reformula o seu currículo e busca no mercado outra oportunidade com perfil e cargo similares.

Uma demissão humanizada, geralmente conduzida por consultorias especializadas, pode ainda incluir alguns benefícios como a prorrogação da assistência médica, cursos profissionalizantes e até mesmo bonificação em dinheiro. Vale lembrar que o apoio psicológico também é fundamental, visto que o impacto da demissão pode ser comparado ao do luto em alguns casos. Neste sentido, o ideal é que o colaborador não seja pego de surpresa, cabendo ao líder fornecer anteriormente feedbacks de desempenho e, se necessário, compartilhar indicativos sobre a situação econômica da empresa.

O Desligamento Responsável, individual ou coletivo, começa muito antes de o funcionário ser informado do seu desligamento da empresa. Tudo deve ser cuidadosamente planejado. O primeiro passo é definir quem fica e quem sai da empresa, analisando prós e contras, sem deixar vazar informações. Ao anunciar a demissão, a empresa deve transmitir os motivos com clareza. A partir de então, são informados ao trabalhador os seus direitos, iniciando o suporte para transição que pode contemplar desde a assistência para recolocação até o planejamento de carreira ou ainda a orientação para investir em um negócio próprio.

Essas ações auxiliam o profissional a se manter ativo no mercado e mostram que a empresa é solidária e responsável. Logo, a organização cumpre o seu papel social, reduz demandas judiciais e preserva sua imagem tanto internamente, diante dos colaboradores que ficam, quanto externamente, perante os consumidores, fornecedores e a opinião pública, protegendo seu andamento financeiro e produtivo.

Com o desligamento responsável é possível diminuir os impactos de demissões e preservar a imagem das empresas como também auxiliar funcionários a seguir suas carreiras. Uma prática que traz benefícios tanto para a empresa quanto para seus colaboradores, além de ser um cuidado que ganha cada vez mais espaço no Brasil e no mundo.

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e diretora de Operações da A3 Consultoria.

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Alcançar o tão almejado primeiro trabalho pode ser um desafio para muitos jovens, ainda mais se considerarmos o momento atual do nosso país. No primeiro trimestre de 2019, 41% dos jovens entre 18 e 24 anos faziam parte do grupo de subutilizados, ou seja, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar mais horas por semana. Isso representa 7,33 milhões de pessoas, o maior número já registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) começou a ser apurada em 2012. 

Muitos destes jovens são graduados, mas, ainda assim, encontram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. As razões para tal cenário são inúmeras, a começar pela instabilidade econômica do País. Em momentos de crise, essa faixa etária se torna ainda mais vulnerável em função da falta de experiência e baixa qualificação e com um agravante: se antes se falava em substituir colaboradores por mais jovens para reduzir custos com salários, hoje, a realidade é outra, pois muitos dos mais experientes estão flexibilizando expectativas em relação ao mercado e empresa.

 

O que os jovens podem fazer para driblar essa situação e conquistar o tão sonhado primeiro emprego?

 

O primeiro passo é não ficar parado, o foco então é melhorar o currículo e ganhar experiência. Neste sentido, vale apostar em cursos gratuitos à distância ou presenciais, grupos de estudo e pesquisa, palestras e workshops ou até mesmo programas de intercâmbio. Também é importante considerar trabalhos voluntários e oportunidades temporárias, vez que podem render desde conexões profissionais importantes (networking) até a possibilidade de efetivação no futuro.

O profissional graduado, sem experiência ou estágio, pode ainda procurar por vagas em nível auxiliar ou semelhante para que possa adquirir conhecimentos e agregar vivência ao currículo. Nesse aspecto, é recomendável que o candidato seja flexível quanto à remuneração. O objetivo deve ser a construção e o planejamento da carreira. Não tem problema se o cargo for aquém do que imaginava, afinal, trata-se do primeiro emprego e todo mundo precisa de um ponto de partida. Uma vez dentro da empresa, a dica é se empenhar ao máximo para adquirir conhecimento e experiências com eficiência.

Outra possibilidade é apostar em projetos pessoais. Se conseguir uma vaga em uma empresa está difícil, por que não criar as próprias oportunidades? Nesse sentido, vale reunir alguns amigos e desenvolver trabalhos na área em que pretende atuar. Além de desenvolver habilidades e ter algo concreto para apresentar aos recrutadores posteriormente, sempre existe a chance de a ideia dar certo e isso se transformar em um negócio.

Por fim, é essencial caprichar no currículo, se preparar para entrevistas e tirar o máximo de proveito das redes sociais, sobretudo do LinkedIn. Estar aberto a aprender e crescer é a chave para conquistar o primeiro emprego e construir uma base sólida que te permita chegar aos seus objetivos. Então, aproveite todas as oportunidades!        

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e diretora de Operações da A3 Consultoria

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