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Identificar pontos de melhoria, planejar metas com clareza e encontrar o melhor caminho para o crescimento são passos imprescindíveis na busca por desenvolvimento profissional, porém muitas vezes essa busca acaba se tornando uma verdadeira batalha e as pessoas se perdem ao tentar serem protagonistas da própria carreira. O Coaching e o Mentoring são metodologias que podem auxiliar nessa jornada.

Afinal, o Coaching e o Mentoring têm um objetivo em comum: desenvolver as pessoas para que atinjam as suas metas e alcancem o seu propósito. No entanto, cada um deles tem a sua abordagem e maneiras diferentes de chegar a esse resultado. Conhecer essas diferenças te ajudará a entender qual das duas metodologias é preferível para você no momento atual da sua carreira.

O que é Coaching e Mentoring?

O Coaching é um trabalho dirigido de orientação e acompanhamento de profissionais no desenvolvimento pessoal e profissional. Leva o coachee ao autoconhecimento, identificando objetivos e planejando-os para assim desenvolver as competências e habilidades necessárias para alcançá-los. Com foco e empenho, gera ações mais efetivas e de alto impacto, potencializando a trajetória de carreira e vida do coachee.

Já o Mentoring é um tipo de tutoria, na qual um profissional experiente e grande conhecedor de sua área orienta e aconselha profissionais com menos experiência. O Mentor utiliza de seu conhecimento para guiar o mentorado pelos melhores caminhos, orientando e apoiando o profissional para o crescimento pessoal e o progresso na carreira. O Mentoring tem como objetivo garantir a aprendizagem dos papéis que o indivíduo assume profissionalmente; prepará-lo para o progresso dentro ou fora da organização e aperfeiçoar o senso de competência, clareza de identidade e efetividade no desempenho do papel profissional.

Diferenças entre as duas metodologias

O Coaching é uma metodologia mais ampla que também mergulha nas características pessoais do cliente, observando alguns pontos de sua vida e personalidade. O Coach não precisa ter experiência na área profissional de seu coachee, pois nessa metodologia pressupõe-se que o coachee necessita de um profissional especializado para guiá-lo em uma jornada de autoconhecimento, na qual ele mesmo encontre as respostas e perceba seus pontos de melhoria e suas capacidades.

O Mentoring não limita o tempo em que todo o processo será realizado. No Coaching a quantidade de sessões e o tempo de todo o processo são estabelecidos a partir do objetivo específico.

As duas metodologias têm maneiras diversas de serem estruturadas. O Coaching da A3 Consultoria se inicia com o Assessment (uma avaliação minuciosa de competências) que finaliza com um plano de desenvolvimento do indivíduo, plano esse que poderá ser trabalhado nas sessões de Coaching.  Após o Assessment, as etapas se estruturam na definição do foco, alternativas para aprofundar as ações, planejamento de ações, possíveis barreiras e o entendimento do que foi construído a partir das ações e acompanhamento. O Mentoring da A3 Consultoria pode ser organizado em uma etapa de iniciação com definição de foco, cultivo das situações vividas, desvinculação do mentorado e o mentor, finalizando com uma redefinição da relação. Tem o papel de provocar no mentorado a possibilidade de um olhar diferente sobre os desafios; colocá-lo em contato com seu potencial; conduzi-lo à reflexão e ajudá-lo a tomar decisões acerca de metas e trajetórias de carreira; além de orientar, sugerir e reverter situações.

Cada uma delas tem suas qualidades e diferenciais. Se você busca um processo a partir da orientação de um profissional especialista na sua área específica ou com vasta experiência na habilidade que você deseja desenvolver, que seja mais aberto quanto ao tempo de duração, o Mentoring pode ser o ideal para você. Se o que você precisa é de uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades a fim de alcançar um objetivo específico, então, o Coaching pode ser o caminho. Cada profissional pode escolher uma metodologia ou outra a partir do seu objetivo específico, por isso, conhecê-las é o primeiro passo.

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Segundo dados da Análise de Mercado de Trabalho divulgados em junho pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de pessoas desempregadas há mais de dois anos avançou de 17,4% no 1º trimestre de 2015 para 24,8% no mesmo período de 2019. O total de trabalhadores nessa condição chega hoje a 3,3 milhões. Em quatro anos, o crescimento foi de 42,4%.

Apesar dos altos índices, o estudo prevê uma recuperação gradual da ocupação e da renda média até o fim do ano. Isso indica que, para quem se encontra nesta situação, o momento é propício para vencer o desânimo e se preparar para a recolocação profissional. Mas como fazer isso na prática? O principal conselho é não se deixar acomodar.

No sentido de incrementar o currículo e se manter atualizado, vale apostar em cursos grátis à distância ou presenciais, programas de intercâmbio, grupos de estudo, palestras e workshops. A ideia é usar o tempo livre para se dedicar ao desenvolvimento profissional. Além de contribuir para uma capacitação contínua, estar com um currículo atualizado em um processo de seleção demonstra predisposição para o aprendizado constante, o que é uma habilidade essencial para o profissional nos dias atuais.

É recomendável também considerar oportunidades temporárias. Em alguns casos, a ocupação transitória pode resultar até mesmo em efetivação no futuro. E, mesmo quando isso não ocorre, rende experiência profissional e ainda ajuda a ampliar o networking. Contudo, é muito importante indicar no currículo o caráter provisório do trabalho, vez que pouco tempo em um serviço pode sinalizar instabilidade.

Para conseguir um emprego de forma mais rápida, o candidato pode ainda buscar ajuda especializada a exemplo dos profissionais de Coaching ou Mentoria. Atualmente, as empresas de consultoria oferecem serviços personalizados que podem incluir desde o mapeamento de habilidades e competências, aprimoramento profissional, auxílio na reestruturação do currículo até estratégias de empregabilidade.

Enfim, nunca é tarde para recomeçar e dar um novo rumo à carreira. O momento de recolocação no mercado de trabalho não precisa ser vivenciado com desespero e instabilidade emocional. Pelo contrário, é hora de manter a calma e o foco, reavaliar a rota constantemente e sempre buscar melhorar a performance. Como bem resumiu Charles Chaplin: “A persistência é o caminho do êxito”.

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e diretora de Operações da A3 Consultoria.

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