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O estágio é o momento de início da carreira que demanda competências, propósito e felicidade nas escolhas do caminho a ser seguido.

 

O estágio é uma nova fase de profissionalização que sempre traz muitas dúvidas e oportunidades. Muito mais do que mera aplicação da teoria na prática, o estagiário vivencia a tensão existente entre teoria e prática na área em que atua e começa a construir, cotidianamente, sua carreira.

A visão que se tem sobre o estágio foi sofrendo transformações ao longo dos tempos. Considerar o estágio como mão de obra barata não cabe principalmente agora em que há uma maior expectativa das lideranças da terceira geração em relação à inovação que esse estagiário representa. O que se espera dele(a) é a capacidade de trazer mudanças para o âmbito profissional em uma articulação de conhecimentos e aplicabilidade. 

Ou seja, o estagiário traz novos conhecimentos e experiências vivenciadas no ambiente acadêmico e espera-se que ele consiga, na atuação no mercado de trabalho, ser capaz de inovar e colaborar com o desenvolvimento contínuo da área. Algumas competências são fundamentais para que isso possa se concretizar.

Quais competências e habilidades um estagiário deve ter?

Falar de práticas e atitudes traz a dúvida sobre quais competências e habilidades são esperadas do estagiário. 

A clareza de cultura organizacional é o primeiro ponto que elucida esse questionamento, ou seja, é importante ter clareza sobre qual é o segmento de atuação em que o estágio ocorre e, portanto, saber as competências e habilidades específicas mais exigidas em tal área. 

Outros aspectos merecem total relevância, como engajamento, compromisso, responsabilidade e equilíbrio emocional e precisam ser considerados em todas as relações de trabalho. 

O equilíbrio emocional ganha cada vez mais importância, potencializado principalmente por conta da pandemia, trazendo à tona a necessidade de autoconhecimento para lidar com as nossas limitações e dificuldades.

Podemos destacar ainda algumas competências e habilidades que se mostram mais urgentes no presente momento:

  • Adaptabilidade - a capacidade de aprender e reaprender sucessivamente neste cenário de mudanças constantes; se adaptar rapidamente às novas demandas postas e conseguir ser flexível ao entrar em contato com o novo;

  • Colaboração -  a atitude de compartilhar saberes em trocas profissionais é o que possibilita o crescimento e diversidade. Práticas como escuta ativa e trocas constantes com pares são atitudes que podem alavancar essa competência;

  • Resolução de problemas - é conseguir, por meio da criatividade, trazer soluções para os problemas do dia a dia;

  • Eficiência profissional - se organizar para cumprir as metas e alcançar uma eficiência por meio da responsabilidade aplicada na rotina e no exercício profissional.

Estágio home office: as competências mudam?

Em uma pesquisa rápida com os estagiários da A3 Consultoria, pudemos analisar as competências que eles foram convidados a desenvolver com o estágio home office. Elencamo-las a seguir:

Comunicação foi uma das competências citadas. A importância de uma comunicação clara e assertiva tanto com os familiares, para lidar com os desafios de conciliar ambiente de trabalho e doméstico quanto com gestores e pares para garantir a assertividade nas entregas.

Por conta do trabalho on-line, objetividade e cuidado com a escrita se mostram também fatores importantes neste cenário, visto que a comunicação pelos aplicativos de mensagens instantâneas e e-mail é frequente e garante a troca dos estagiários com os seus gestores.

Destacando a tecnologia, o home office tem convidado os estagiários a também estarem mais abertos ao uso de novas ferramentas. Muitas rotinas e processos foram digitalizados, o contato com o cliente, o feedback, a comunicação. Estar aberto a conhecer essas ferramentas e a utilizá-las é necessário para analisá-las e até sugerir novas. Esse é um outro convite que o home office tem feito para os estagiários.

Novos momentos demandam novas atitudes e, às vezes, isso pode ser desafiador.

O ambiente doméstico pode vir a trazer confusões para o próprio reconhecimento de que está no trabalho e também prejudicar o foco diante de tantos estímulos (bons e ruins).

A disciplina foi, portanto, bastante citada nas respostas dos participantes principalmente porque o home office exige: maior foco para desenvolver as atividades de maneira mais eficaz; maior atenção e organização dos horários.

Para uma gestão de rotina mais organizada e disciplinada, o autoconhecimento também é importante. Como a situação para muitos estagiários é nova, treinar a percepção de si para reconhecer em quais momentos a produtividade está caindo e perceber alguns fatores que podem ter contribuído para isso é o primeiro passo. Somada a isso, uma boa troca com o gestor(a) pode oferecer aos estagiários informações relevantes tanto para lidar com essas situações desafiadoras específicas quanto para desenvolver as suas competências estratégicas. 

Priscila Campos, Gerente da A3 Consultoria, destaca algumas habilidades fundamentais para o estagiário principalmente na modalidade home office:

  • Organização para criar uma rotina de trabalho;

  • Comunicação clara;

  • Agilidade para retornos;

  • Ser um bom ouvinte para conseguir extrair as informações.

É notório que os desafios elencados pelos estagiários estão muito relacionados com os comportamentos que os gestores também esperam deles principalmente nessa modalidade home office. 

O fato é que os desafios do estágio no home office são muito semelhantes aos dos profissionais que também foram forçados a adotar esse formato. O que fica evidente é a oportunidade que essa modalidade pode oferecer de autoconhecimento e maturidade profissional para esse estagiário.  

Para além das competências e habilidades, um convite para o bem-estar no trabalho

Um convite para o bem-estar no trabalho gera reflexão sobre quais propósitos e significados trazemos nas escolhas profissionais e, consequentemente, como essas escolhas nos trazem felicidade e realização. Essa é uma habilidade necessária agora.

Falar de bem-estar no trabalho reforça a relevância do autoconhecimento, pois é por meio dele que conseguimos identificar o que traz felicidade e que vai permitir ao estagiário ter entendimento de qual caminho deseja seguir. 

Isso também reforça que somente competências técnicas não são suficientes para a construção da carreira desde o estágio, dado que essa construção ocorre também processualmente nas relações e demandas do dia a dia.

Assim, o estágio é momento de descobertas e de olhar para o futuro em um exercício contínuo de compreensão sobre o que se deseja construir. Os caminhos são diversos e não compostos somente de sucesso. Aceitar a frustração e os erros do percurso são também parte da formação profissional do estagiário.

Entender as competências estratégicas diante das especificidades do momento, do segmento onde você atua e do seu perfil profissional é um bom caminho para iniciar a sua carreira no estágio de maneira coerente e sustentável com os seus objetivos

 

Assista ao nosso documentário e saiba mais! 

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Neste momento em que as empresas estão mais exigentes quanto aos critérios para contratação de profissionais, ter (ou desenvolver) as habilidades e competências mais valorizadas pelo mercado faz toda diferença. Flexibilidade, autoconfiança, iniciativa, empatia, capacidade de inovação, comunicação, visão no cliente, liderança, trabalho em equipe, foco em resultados e resiliência estão entre as características que mais apreciadas pelas corporações.

Mas, para garantir o emprego dos sonhos, não basta apenas inserir tais termos no currículo. Pois, as palavras precisam estar totalmente alinhadas com as atitudes. As entrevistas e dinâmicas de grupo, por exemplo, são algumas etapas do processo de recrutamento e seleção capazes de identificar se teoria e prática estão em sintonia. Isso demonstra que conhecer suas próprias habilidades e competências é o primeiro passo para o triunfo profissional.

Entretanto, é bastante comum encontrar pessoas que têm dúvidas ou até percepções equivocadas nesse sentido. Se esse é o seu caso, saiba que existem avaliações que fazem esse mapeamento, além de ferramentas que possibilitam o aprimoramento e desenvolvimento profissional. Sabemos que ninguém é perfeito, mas, por outro lado, isso não significa que tenhamos de nos conformar com nossas limitações. Devemos sempre buscar evoluir.

Para uma avaliação de perfil e potencial, o Assessment é bastante eficaz. Isso porque ele permite apontar o que separa o sucesso do descarrilamento dos líderes em qualquer papel, função, setor, região ou cultura organizacional. E não para por aí. Pois, em alguns casos, esse apoio pode ir além da análise de competências e envolver sessões de feedback e planejamento de desenvolvimento, além de suporte contínuo, coaching e revisões, de forma personalizada.

O Assessment, portanto, é um instrumento fundamental de suporte às práticas de desenvolvimento humano, tanto por parte das empresas como por profissionais que dedicam tempo e atenção à gestão das respectivas carreiras. Deste modo, possui diversas indicações, podendo ser direcionado para sucessão, avaliação de perfil de liderança ou de perfil executivo, análise de talentos e desenvolvimento individual.

O fato é que nunca esteve tão em voga o aforismo grego “Conhece a ti mesmo”. Embasado em uma análise criteriosa de habilidades, talentos e necessidades de aprimoramento, o autoconhecimento pode ser a chave que tanto procura para potencializar seus pontos fortes e buscar o desenvolvimento de algumas habilidades essenciais para alcançar a alta performance e vencer. Já pensou nisso?

Anita Luzine
Psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e Diretora de Inovação e Novos Negócios da A3 Consultoria.

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