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Tempo, tempo, tempo...

Publicado em 08/01/2021

Sabe aquela imagem que eventualmente temos sobre o tempo escorrendo pelas mãos ao passo que as tarefas não saíram do lugar? Ou mesmo o contrário: quem nunca sentiu que seu dia foi mais produtivo do que o normal, mas que ainda resta animação para um pouco mais? O tempo tem a capacidade de colocar nossa produtividade em patamares e circunstâncias diferentes, por isso, gerir o seu uso de forma equilibrada pode ser algo extremamente vantajoso.  

 

Tempo: o novo significado

De uma hora para outra, o tempo teve um novo significado. A correria do dia a dia, juntamente com a sensação de que o mundo não pode parar, nos mostra que o tempo é relativo. A pandemia da Covid-19 nos trouxe uma pausa e nos fez repensar o nosso modo de trabalho: jornadas longas, acúmulo de atividades e um volume absurdo de informações para processar em um curto espaço de tempo que se modifica na mesma velocidade.

Isso resultou em profissionais que, no seu limite de forças e capacidade, precisam absorver um novo significado de tempo. As prioridades mudaram quase instantaneamente. As urgências dos planos pessoais foram praticamente engolidas. A nova realidade foi imposta e a dinâmica do tempo vem sendo alterada, para que, cada um, possa construir, desconstruir e reconstruir hábitos e comportamentos.

Implacável, o tempo imprimiu um ritmo próprio em cada um para que pudesse ser ressignificado. As escolhas, aliadas a uma abordagem mais complexa do ser humano, foram recriando novos espaços. E, assim, a simplicidade e a objetividade deram lugar a uma nova fase comandada pela tecnologia.

Atualmente, é comum ouvir depoimentos do tipo: “Não consigo ficar o mesmo período do presencial no virtual”. O que o home office deixa como lição? O tempo como benefício e desafio! Há uma percepção que o tempo, dentro dessa nova metodologia, tenha sido compactado ou dilatado. Na verdade, ele continua o mesmo, o que mudou foi a nossa perspectiva e aproveitamento.

Tempo e produtividade

Nessa jornada com o tempo, o convite para uma boa produtividade pode estar em alguns hábitos que, se mantidos, contribuem para lidar melhor com determinadas circunstâncias:

A.      O equilíbrio

  1. Releia os objetivos, planos, metas e reestruture o pensamento, estabelecendo o novo patamar que espera atingir. O controle sobre isso tornará mais leve a forma como define o tempo e as prioridades, além de estabelecer um limite mais próximo da realidade atual para você e o que está à sua volta;
  2. Estabeleça novos parâmetros para alcançar o patamar desejado, colocando o tempo como seu aliado e não como o que controla os seus propósitos e objetivos.
  3. Em situações de estresse, a nossa tendência é estabelecer pouco tempo para o planejamento. Isso pode resultar em perda de tempo porque o foco estará em “fazer por fazer” sem perceber o todo;
  4. Produtividade está intimamente relacionada com a organização de tudo: pensamentos, emoções e atitudes. Mas como gerenciar as emoções? Posso assegurar, por experiência própria, que as emoções têm o espaço e a duração que permitimos. 
  5. O “hoje” é o tempo mais valioso que existe, afinal, é o que temos de concreto. Ter isso em mente nos ajuda a estabelecer o foco e colocar à prova tudo o que foi descrito antes.

B.      O desequilíbrio

  1. Querer controlar o que não tem controle. O ideal é adaptar-se, flexibilizando a mente e as atitudes;
  2. Fundar padrões e objetivos com base em referências externas sem conexões com os próprios limites;
  3. Acreditar que tem mais tempo do que 24 horas e em “jeitinhos”. Isso pode ser interpretado mais como uma desorganização e autossabotagem do que flexibilidade;
  4. Não dimensionar expectativa e realidade. Dividir suas ideias com alguém que te conheça (ou conheça o que está propondo para si) pode trazer uma dimensão mais apropriada.

O primordial agora é que tudo isso seja transformado em um hábito para que, ao longo desse processo, você consiga identificar as dificuldades que afetam a sua produtividade. Busque manter uma certa imparcialidade sobre o que está sendo feito e o que precisa ser melhorado, ou seja, sem julgamentos.

Estabeleça um treino mínimo de 30 dias ininterruptos para que os novos padrões e ações sejam assimilados. A surpresa será inevitável e a sensação de plenitude, ainda que fugaz, te invadirá profundamente. O tempo será seu aliado e a produtividade uma consequência.

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Toda empresa busca crescimento, mas nem todas sabem ao certo como viabilizá-lo. Em um mercado cada vez mais competitivo e repleto de desafios, planejamento é fundamental. Não dá para simplesmente confundir desejo com tática. É preciso traçar estratégias de curto, médio e longo prazo para impulsionar um progresso sólido e contínuo dos negócios.

Nesse sentido, o sucesso depende de vários fatores, dentre eles e com destaque, da gestão de pessoas. Essa área engloba processos relacionados à contratação, atração, retenção, motivação e desenvolvimento de competências para otimização de resultados dos colaboradores no ambiente profissional. Ou seja, é um fator determinante para o alcance de qualquer meta empresarial.

Treinamento e desenvolvimento profissional, por exemplo, refletem diretamente na produtividade. Colaboradores bem treinados estão dispostos a lidar melhor com os erros, executam o trabalho de forma consistente, se comunicam melhor, se tornam mais alinhados com a cultura organizacional e conseguem propor melhorias nos processos. Isso resulta, inclusive, em menor rotatividade, diminuindo custos e aumentando o nível de confiança e inovação dentro da empresa.

A união e o comprometimento dos funcionários também impactam na qualidade de vida dentro da organização. Aliás, esse é um aspecto importante quando se fala em regra para um crescimento sustentável. Uma pesquisa realizada pela Sodexo revela que empresas que investem no bem-estar dos profissionais são, em média, 86% mais produtivas do que suas concorrentes. O estudo entrevistou 4.805 líderes empresariais de pequenas e médias empresas no Brasil, México, Chile, França, Romênia, Turquia e Índia.

A maioria dos líderes consultados pela Sodexo atestou que o desempenho de suas empresas melhorou com o reconhecimento e recompensa por esforços, com o conforto nas condições de trabalho e o investimento em treinamento e planos de carreira. Entre os benefícios percebidos estão um ambiente de trabalho mais favorável, melhor reputação da empresa, produtividade mais perceptível e mais negócios concretizados.

Em suma, saber gerir o capital humano de uma empresa é uma questão de sobrevivência, afinal, quem inova não são as máquinas, e sim as pessoas. Trabalho é a atitude de construir, entregar algo positivo e se sentir valorizado por isso. Logo, o colaborador qualificado, motivado, engajado e feliz no ambiente profissional tende a dar o melhor de si. Ele se sente parte do processo e de um propósito maior, e isso muda tudo!

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e diretora de Operações da A3 Consultoria.

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