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Todos possuímos metas, pois naturalmente desejamos mudanças que promovam maior bem-estar.  No entanto, não é natural ao ser humano a busca pela mudança que nos gere um prazer apenas a médio ou longo prazo. Economizamos uma preciosa energia mantendo-nos confortáveis com o que já promove a sensação de equilíbrio.

Caso o hábito de não me exercitar seja mais benéfico a curto prazo – permitindo-me “curtir preguiça” -, é muito mais difícil deixar esse benefício imediato por uma promessa distante e abstrata de uma saúde melhor. Se não temos contato direto com algo por um dos cinco sentidos, a sua existência se torna abstrata e, portanto, a conexão será somente por meio de uma crença. Essa crença, por sua vez, apenas se mantém viva por meio do significado que o abstrato representa para um propósito maior.

No trabalho, muitas vezes desejamos ver o impacto do que entregamos em um aspecto maior, enxergando a causa e efeito de nossas ações. Em todas as áreas da vida, essa tendência é replicada. O propósito funciona como o motor emocional que movimenta o corpo para ações necessárias ao alcance de uma meta. Sem ele, não há essência no agir – tornando-se automático.

A busca pelo abstrato ganha significado apenas no momento em que se une a um propósito. Para ser de fato realizável, o seu alcance precisa ser parte natural da nossa rotina. Para isso, três atitudes podem auxiliar:

1ª Ação – Iniciar de fora para dentro

A transformação do seu ambiente em um local que facilite a concretização da meta é o passo que te ajudará a não cair na tentação de trocar o abstrato pelo imediato. Se tenho dificuldade em separar um tempo para aprimoramento da minha função, seria mais benéfico ao meu propósito marcar na agenda 15 minutos do meu tempo dedicado ao estudo ou aguardar que esse tempo surja no momento propício – correndo o risco de nunca surgir? O estímulo à praticidade abre portas à realização.

2ª Ação – Atuar com as possibilidades do “aqui e agora”

Ao invés de esperar pelo que você poderá realizar futuramente quando “estiver preparado”, caminhe na direção desejada com base no que pode ser feito nesse exato momento. As ações que promovem direcionamento não precisam ser ousadas, apenas realistas e concretas o suficiente para serem feitas ainda hoje, te deixando consistentemente mais próximo do que deseja.

3ª Ação – Motivar-se igualmente no “aqui e agora”

Encontrar uma motivação instantânea na realização desses passos menores pode ser uma garantia de que o alcance não-imediato da sua meta não será um empecilho a longo prazo. Para que as ações se transformem em rotina, é necessário que você enxergue um benefício a curto prazo das mesmas. Em outras palavras, é necessário que sinta alguma forma de prazer como resultado direto da ação. Caso contrário, apenas sobrará a sensação recorrente de que o comportamento não gera algo recompensador e, como consequência, ele será deixado de lado.

Transformar propósito em atitudes que estão harmonizadas com o momento agora significa respeitar a característica processual inata ao alcance de metas. Portanto, ressignificar a ponte entre o querer (meta) e o ter (atitudes) implica vivenciar na própria rotina a grandiosidade dos seus desejos por meio de pequenas ações contínuas. E não existe momento mais propício para isso do que agora.

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Ao contrário do que muitos acreditam, assumir riscos é um desafio que vai além dos cargos de liderança. A resolução de problemas é parte crucial do dia a dia de qualquer profissional, por isso, tomar uma decisão efetiva na prática é um exemplo de como todos os níveis hierárquicos precisam lidar com riscos.

Entendendo essa realidade, cabe às empresas estimularem e desenvolverem suas equipes para que realizem melhores previsões e análises em momentos de pressão e tomadas de decisões. Mas levando em conta que a maioria dessas previsões e decisões não são tomadas puramente pautadas em dados, como o profissional pode melhorar esse processo e administrar os riscos da melhor forma? Selecionamos três dicas que podem ajudar.

1ª Dica -  Reflita e discuta o risco em conjunto

Escolher um caminho a ser seguido geralmente é o resultado de uma previsão de orçamento, projeção de vendas ou até mesmo do desempenho de algum colaborador. Quando essa análise cabe somente a um funcionário, ela pode ser enviesada por suas crenças, pela maneira como deseja ser visto ou por sua relação com o seu líder, por exemplo. Isso pode ser um problema porque temos a análise apenas de uma pessoa, baseada na sua realidade mais próxima, não considerando o impacto da decisão a partir de uma visão sistêmica e integrada do processo.

Para evitar essa situação, além de compor equipes multidisciplinares incluindo vários níveis hierárquicos, as empresas devem também encorajar seus colaboradores a contribuírem com a discussão e a trazerem seus pontos de vista, mesmo que contrários ao que todos pensam. Mellody Hobson da Ariel Investimentos, entrevistada no artigo "Como o líder pode ajudar os funcionários a combater o status quo no dia a dia" publicado pela Harvard Business Review, cita a importância de as empresas incentivarem seus colaboradores a serem questionadores e fiéis às suas opiniões.

Lidar com riscos e solucionar problemas requerem um olhar questionador e confiança para sugerir caminhos improváveis. E, para isso, Hobson diz que normalmente suas equipes contam com um responsável pelas ações de um cliente e uma pessoa para contra-argumentar tudo o que é sugerido. É uma maneira de evitar que os funcionários aceitem com facilidade o pensamento coletivo e garantir que a equipe veja os desafios por vários ângulos.

2ª Dica - Descreva o problema para compreendê-lo melhor

Como já entendemos que o primeiro passo pode ser feito unindo pessoas de vários níveis e realidades para abordarem um problema, o próximo passo é que cada um descreva a sua visão da situação. Quando se trata de observar um desafio por vários ângulos, uma das técnicas que podem ser utilizadas é colocar em pauta várias opiniões. 

Uma vez que todos tenham contribuído, cada uma das perspectivas poderá ser exposta para o grupo e discutida sem identificar a fonte. Esse exercício permite extrair uma variedade de percepções e sentimentos ignorados inicialmente, além de combater o consenso fácil que o pensamento coletivo tende a incentivar.

Ações como essa geram o sentimento de inclusão entre os colaboradores, mostrando que eles têm abertura para expressarem suas opiniões e ideias, e estimulam a curiosidade e o senso crítico da equipe.

3ª Dica - Analise experiências positivas

Situações de risco geralmente tornam as pessoas mais resistentes às críticas e ideias muito diferentes. Uma boa maneira de tomar uma decisão mais coerente e que possa fugir das respostas fáceis do pensamento coletivo é analisar casos semelhantes que tiveram êxito em algum momento. O que foi feito e deu certo?

Voltar-se para o sucesso traz maior segurança e abertura para buscar soluções, tornando também as discussões menos agressivas. Afinal, dissecar os pormenores das falhas leva as pessoas para a defensiva e pode desencadear um conflito rapidamente.

Por fim, tomar uma decisão é assumir um risco e o melhor é estarmos preparados. Por isso, sempre inclua mais pessoas no processo de análise para entender todos os ângulos da questão, estimule e faça parte de equipes cada vez mais curiosas e questionadoras, reformule o seu problema e encontre soluções até então ocultas e em casos de não saber por onde começar, revise experiências positivas.

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