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Você está feliz no trabalho?

Publicado em 22/10/2018

De acordo com uma pesquisa feita pelo International Stress Management no Brasil (Isma-BR), apenas 24% dos brasileiros se sentem realizados com sua vida profissional. A imensa maioria tem se arrastado todos os dias para o trabalho. Entre as mulheres, a porcentagem de infelizes é ainda maior, dada a quantidade de afazeres extras além do expediente.  

Esse cenário se torna ainda mais preocupante na crise econômica, pois reforça o estado de inércia de muitos profissionais. Mas o que dizer dos que estão felizes? Qual é o segredo deles? Ainda segundo o estudo feito pelo Isma-BR, os felizes têm a autoestima elevada, são confiantes, flexíveis e sabem o que querem.

Isso significa que é importante ser protagonista das próprias ações. Para estar à frente, é necessário ainda ter persistência, otimismo, foco e iniciativa. E isso tudo requer um esforço constante. Fácil? Nem um pouco, mas totalmente possível. É só uma questão de cultivar bons hábitos, tendo em vista que a felicidade estará contida em cada conquista.

Em primeiro lugar, não pare de estudar e se atualizar! Não deixe para fazer uma formação ou especialização ou curso de idioma somente quando a crise bater à porta. A esta altura, você já precisa estar preparado. Essa é uma ação de sobrevivência, a fim de manter sua empregabilidade.

Outro aprendizado importante é distinguir emprego de carreira. Um emprego é uma atividade que gera recursos para pagar as contas que vencem ao final de cada mês. Por isso, neste nível, a tomada de decisão pode se basear em um critério de curto prazo, como salário ou melhores condições de trabalho.

Já na carreira, a relação é bem diferente. Cada passo precisa ser cuidadosamente pensado e planejado. Como se trata de uma atuação no presente, mas com uma preparação para o futuro, em algumas situações, será necessário fazer mudanças, recuando, inclusive, para avançar com solidez em longo prazo.

A avaliação do currículo ou de perfil podem ser ferramentas relevantes neste momento. Analisar se fez tudo o que estava ao seu alcance para conseguir uma oportunidade ou se é hora de investir em outro caminho profissional é revelador. Porém, nada de decisões por impulso. Até porque muitas das insatisfações são momentâneas, causadas por cansaço ou até mesmo aborrecimentos pontuais. Se autodescobrir trará um sabor especial e o sucesso começa por aí.

A busca pela felicidade com uma nova recolocação no mercado de trabalho também apresenta desafios. Algumas pessoas enfrentam, por exemplo, dificuldades para encontrar uma oportunidade no mesmo segmento que atuava antes. Às vezes, a contratação se viabiliza em outro ramo de negócio, mas ainda no mesmo cargo. Nestes casos, o impacto na carreira é menor.

Mas pode ocorrer da oportunidade aparecer em outra área totalmente diferente. Nesta situação, o impacto na carreira pode ser maior e deve ser avaliado com bastante cautela. É claro que existem profissionais que fazem do limão uma limonada. Ou seja, aproveitam essas circunstâncias para ampliar network e investir em cursos na carreira de origem, deixando claro seu interesse em voltar para a área no momento certo.

Em todo caso, o mais importante é buscar a felicidade, pois tudo passa. Aproveitar o conhecimento adquirido em uma experiência, empresa ou através do convívio com outras pessoas, faz toda diferença. Em síntese, tudo se transformará em oportunidade e servirá para fortalecer a vida profissional.

Em 2014, a A3 Consultoria fez pesquisa com gestores de empresas goianas sobre hierarquia de valores do trabalho. O estudo constatou que o fator principal é a realização, pois, nela, estão contidos o prazer pelo que faz, satisfação pessoal e profissional, estimulação e independência de pensamento e ação, bem como a autonomia intelectual.

Isso demonstra que a felicidade tende a estar cada vez mais atrelada à realização profissional completa, que engloba segurança financeira e relações positivas. E, neste aspecto, os empregadores fazem a sua parte, buscando alternativas para o bem-estar, qualidade de vida da equipe e adotando o conceito que eleve o sentido do trabalho como um valor capaz de proporcionar felicidade.

E o colaborador pode (e deve) incentivar essa troca. Afinal de contas, a empresa é um organismo vivo: Se os colaboradores adoecem, ela também adoece. O cuidado mútuo é fundamental. É possível aumentar o nível de satisfação quando se tem um propósito comum entre empresa e colaboradores. Seja o agente transformador de uma mudança positiva!

Em suma, em vez de procurar os culpados pela infelicidade no trabalho, experimente mudar o foco e sinta a sensação de optar por ser feliz todos os dias – e não apenas aos finais de semana. Não desista de você e nem do que ama ser e fazer na vida. Se necessário, simplifique e ressignifique. Faça o melhor que puder com o que você tem. O futuro começa agora! Quer uma dica? Seja feliz.

Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e Diretora de Negócio e Inovação da A3 Consultoria

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