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Duas palavras com diferenças aparentemente filosóficas que podem contribuir para entender o seu desenvolvimento profissional. 

 

Conceitos e ponderações

Comumente utilizadas como sinônimos em vários contextos, experiência e vivência apresentam suas diferenças e complementaridades que valem a reflexão! 

De acordo com o dicionário on-line, “experiência” vem do verbo experienciar. Está relacionada com o “conhecimento ou aprendizado obtido através da prática ou da vivência: experiência de vida; experiência de trabalho”. A palavra tem como sinônimos: prova, experimento, teste, ensaio.

Já vivência vem do latim viventia e está ligada ao “fato de viver, de ter vida, existência”. Abrange “conhecimentos adquiridos pela experiência em uma ou várias situações de vida ou profissionais”. Dentre seus sinônimos estão: vida, existência, conhecimento, experiência, saber.

O pensador e filósofo chinês Confúcio dizia que “a experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido”.

Ao refletir sobre esses conceitos, é possível considerar algumas reflexões que auxiliam na compreensão das diferenças entre eles. Seria possível ter vivência e não ter experiência? A resposta é reflexiva, mas não conclusiva. Até porque pode ser um “provavelmente sim”.

Para ilustrar: quando lemos, contamos ou escutamos uma história com riqueza de detalhes, é comum nos sentirmos parte do enredo. A sensação é de que estamos lá dentro, vivenciando-o. Isso seria o mesmo que experimentá-lo?

Tal ponderação demonstra que é questionável igualar os conceitos de experiência e vivência em todas as circunstâncias. Isso porque o nivelamento dos dois pode resultar na negligência do sentido mais profundo que eles trazem em sua forma ora complementar, ora dicotômica.

Em uma entrevista de emprego, quando o recrutador solicita ao candidato que descreva sua trajetória profissional (mesmo que essas informações já estejam contempladas no currículo), a intenção é compreender todas as experiências do profissional para uma boa tomada de decisão no processo seletivo. 

Mas nem sempre isso é determinante. Há profissionais que estão no início de carreira, buscando o primeiro emprego. Nessas situações, os critérios de seleção precisam ser outras experiências e habilidades. 

Também existem profissionais que decidiram mudar drasticamente de carreira. Essa transição, que invalida as experiências anteriores, requer, do mesmo modo, outros critérios para análise de perfil profissional.

Após indicar as exceções na análise de um profissional por sua trajetória, convém retomar que nem sempre o fato de viver a experiência o torna experiente. Por exemplo: um profissional relata que atuou em uma empresa por dez anos, onde participou dos projetos de estruturação das áreas, cargos e funções, tendo percebido as mudanças ocorridas durante o percurso. Isso o torna experiente em processos de estruturação? Não necessariamente. 

O fato de ter uma vivência no assunto não faz dele um expert, a menos que tenha feito parte de todo o processo, executando, alterando e contribuindo com as análises das mudanças realizadas. 

Por outro lado, pode ser que, mesmo não tendo sido o responsável pelo projeto de estruturação, ele tenha se engajado de forma tão especial que, conforme o processo foi ocorrendo, também foi aprendendo, executando, perguntando e interagindo. Nesse caso, pode-se dizer que ele tem experiência no assunto, mesmo que mínima.

Ao relatar sua trajetória, é desejável que o profissional relacione vivência com experiência. Nesse aspecto, vale ressaltar que não existe juízo de valor em que um é mais importante que o outro.

A consciência sobre experiência e vivência pode ser definitiva para sua apresentação profissional. É um quesito fundamental para a descrição detalhada dos seus resultados conquistados para o crescimento da área ou empresa, já que permite analisar, de maneira mais completa, os aprendizados, dificuldades e acertos. 

Tais apontamentos não devem ser encarados como verdade definitiva. Tratam-se, apenas, de reflexões sutis que expressam uma perspectiva. São, portanto, contribuições para um novo olhar sobre o trabalho.

Ainda neste aspecto, podemos exemplificar outros conceitos, destacando a diferença entre empregabilidade e o simples fato de ter um emprego. É óbvio que ter um emprego é algo importante e necessário, mas não necessariamente garante a empregabilidade. São dois conceitos diferentes apesar de serem utilizados comumente como sinônimos.

Cabe salientar que a soma da experiência com o emprego pode contribuir para a empregabilidade. Isso porque permite a vivência dele na sua integralidade, tendo o conhecimento e a sabedoria devidamente adquiridos e reconhecidos.

Independentemente de gostar ou não do emprego, experiência e vivência aumentam as chances de manter a sua empregabilidade. É claro que gostar do emprego facilita a vivência dele, assim como oportuniza adquirir experiências mais prazerosas.

Quanto mais a vivência se aproximar da experiência (e vice-versa), maior será a consciência dos possíveis “gaps” e de como planejar ações estruturadas e evolutivas para o crescimento sustentável da carreira. 

Perguntas

Algumas perguntas podem contribuir para analisar a sua vivência e/ou experiência:

  1. Qual o resultado de sua experiência?
  2. Quais vivências o(a) tornaram mais experiente?
  3. Quais as experiências trouxeram para você um sentido de existência?

Que tal acrescentar vivência à sua experiência e vice-versa? Afinal, ninguém veio ao mundo a passeio. 

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A sua relação consigo e com o outro pode ser a resposta.

 

Ambiente de trabalho

O crescimento das organizações e as movimentações econômicas dependem, necessariamente, dos milhões de trabalhadores no mundo. Mas, no ambiente profissional, tudo pode alterar o equilíbrio e impactar no resultado. Logo, colocar o negócio em uma rota de desenvolvimento contínuo se tornou questão de sobrevivência.

Nesse sentido, as empresas buscam mão de obra cada vez mais talentosa e qualificada. Afinal, a globalização acirrou a competitividade de mercado, gerando grandes mudanças desde o uso de novas tecnologias até os modelos de gestão de pessoas, processos, resultados, negócios e clientes.

Esse ambiente tem sido tão intenso e veloz que, segundo vários pesquisadores, haverá picos de ausência de profissionais qualificados a cada cinco anos em inúmeras economias globais. E, para cada novo pico, ocorrerá o declínio de muitas carreiras e profissões.

Diante deste cenário, o ideal é usar as transformações sofridas pela carreira como oportunidades para desenvolvê-la. Mas cabe reforçar que, nesse processo, todo cuidado é pouco no que diz respeito ao ego. Afinal, comportamentos em que prevaleça o uso indiscriminado dele podem representar uma armadilha – e não uma força. O mesmo vale para sua total ausência ou negligência.

O Ego

Para entender o ego do ponto de vista prático, é necessário refletir sobre dois fatores: autoconhecimento e competência social:

Autoconhecimento

É a base para a compreensão do “eu”: como se relaciona consigo e com o mundo. Nesse sentido, destacam-se alguns pontos:

  • Conhecimento de forças e fraquezas;
  • Conhecimento de suas capacidades técnicas e comportamentais; 
  • Campo de domínio de algumas competências;
  • Aprendizados reconhecidos como oportunidades;
  • Maturidade emocional.

Competência social

  • É a capacidade de se relacionar em grupo, pedindo e oferecendo apoio, ressignificando novas soluções e integrando mudanças ao ambiente de trabalho. Isso requer:
  • Empatia e autoconfiança;
  • Reconhecer a complexidade das relações;
  • Flexibilidade mental e emocional;
  • Proatividade de “fazer acontecer”.

Ao avaliar esses dois principais pontos, nota-se que eles caminham do “eu” para o “nós”. Se pensarmos em uma linha imaginária em que o “eu” é uma extremidade e o “nós” a outra, é possível fazer a seguinte reflexão: “Estou mais próximo de qual delas?”

É claro que a resposta depende de vários aspectos e pode mudar de acordo com as situações. Isso nos leva a uma nova ponderação:

Quais são os impactos das circunstâncias em mim e ao meu redor?

Se a conclusão vier acompanhada da sensação de que os dois lados crescem, a chance de estar no caminho certo é grande.

Lembre-se! É importante ser bem honesto nessas duas reflexões. Se necessário, consulte um profissional experiente em tais análises e busque o feedback de pessoas com as quais esteja envolvido. Vale salientar que a leitura equivocada desses pontos pode trazer vários desequilíbrios pessoais e profissionais.

O ego pode até nos ajudar na jornada da autoconfiança, mas a linha divisória entre ele e a arrogância é muito tênue. Os motivos podem ser inúmeros, tais como: mecanismo de defesa, imaturidade emocional, distorção da realidade no momento de justificar os erros e crenças pessoais brutalmente encaixadas no contexto organizacional.

Aliviando a pressão

Procurar ajuda e sinalizar fraquezas no ambiente de trabalho não deveria ser motivo de humilhação, constrangimento nem sinônimo de autoestima baixa. Buscar apoio revela comprometimento.

Por outro lado, a permanência em um estado de insegurança extrema pode levar ao adoecimento, pois o ego, por estar fragilizado, acaba se sujeitando a situações nocivas.

Fazer-se de forte o tempo inteiro também traz uma perspectiva muito reduzida, vez que leva à exaustão e, consequentemente, ao adoecimento.

Então qual é a melhor alternativa? Trabalhar de forma profissional em um clima de solidariedade, aliviando pressões emocionais e buscando soluções táticas ou estratégias para diminuir os impactos das adversidades.

Buscar recursos que possam auxiliar nessa jornada pode ser determinante para uma carreira em constante crescimento. Isso se deve a complexidade e nuances envolvidas no processo: o que você controla e o que não pode controlar.

Uma proposta...

O objetivo das dicas a seguir é contribuir para o uso mais equilibrado dessas forças interiores e exteriores para maior crescimento profissional:

A.  Analise comportamentos e pensamentos padrões;

B. Obtenha informações, contextos e estabeleça um foco de ação;

C. Considere, de verdade, a coerência da situação. Desarme e se arrisque para enxergar novas hipóteses;

D. Em seu ambiente de trabalho, descubra profissionais com os quais se identifique mais e confie neles para trabalhar algumas questões;

E  Perceba que é necessário se entregar a um processo de “pedir ou oferecer ajuda” e desfrute desse momento;

F.  Considere o que o outro diz, entendendo a perspectiva e o motivo que o faz agir desta ou daquela maneira (seja para você aprender ou ajudar).

Essa autoconsciência possibilitará ao “ego” agir em consonância com o todo, promovendo uma compreensão do outro durante o processo. Esta é uma realidade futuro/presente para crescimento de carreira, em que o espaço de desenvolvimento profissional é um quesito essencial.

Considere aprender um passo de cada vez. Não há necessidade de extrapolar ou encarar todos os itens ao mesmo tempo.  Assim como em uma maratona, é necessário considerar qual o percurso e o quão perto está da linha de chegada.

Ser resiliente e ponderar todo esse crescimento, buscando reconhecer pequenas vitórias e observando as nuances desse processo humano chamado ego, será determinante.

 

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1. O que não é trabalho

No livro “O que é trabalho” (1988), a escritora e educadora Suzana Albornoz descreve que trabalho pode significar a aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado objetivo ou indicar empenho. Mas o contexto pode ser muito mais amplo e desafiador, vez que compreender todas as implicações subjetivas do trabalho, em termos de representatividade, é algo complexo.

O que não é trabalho

I. Vaga de emprego;

II. Estar empregado;

III. Somente remuneração;

IV. Sinônimo de profissão.

E a lista pode ser ainda mais longa... O fato é que o trabalho nos distingue dos outros seres vivos e se diferencia por toda complexidade cognitiva, emocional, produtiva, de utilidade e de tantas formas confiáveis de eficiência. (Aprofunde mais um pouco com a diferença entre emprego e carreira)

Nesse contexto, você já parou para pensar no quanto o trabalho evoluiu e se reconfigurou ao longo dos anos, quantas profissões ainda vêm sendo reconhecidas e quantas pessoas se encontram marginalizadas por essa (não) estruturação? (Você já parou para pensar no impacto da automação no seu trabalho? Pode ser um bom momento.)

2. Valores do trabalho

Ter seus valores alinhados aos da organização auxilia no direcionamento para as estratégias; determina a persistência na execução das atividades; e também influencia a produtividade e o alcance de objetivos. Portanto, os valores do trabalho é um tema fundamental para as organizações atuais.

Em 2014, a A3 realizou uma pesquisa com o objetivo de traçar o perfil de valor do trabalho predominante em gestores de empresas goianas. A hierarquia dos valores do trabalho foi feita através da Escala de Valores Relativos ao Trabalho (EVT), padronizada por Porto e Tamayo, na qual os respondentes atribuíram uma nota aos valores de acordo com a importância que possuem. Confira o resultado!

Hierarquia de valores do trabalho de gestores em empresas goianas (por ordem de escolha)

1º- Realização no trabalho;

2º- Estabilidade;

3º- Relações sociais;

4º- Prestígio.

A realização no trabalho é o valor mais presente entre os gestores pesquisados. Tal resultado permite perceber que, nesta visão, as pessoas buscam, prioritariamente, realizar-se em seus ambientes de trabalho. Tais fatores podem contribuir para que as pessoas compreendam o significado do trabalho, o seu valor e as possibilidades de utilizarem, ao máximo, o potencial de suas habilidades. 

Em breve, teremos uma nova pesquisa com estes mesmos indicadores.

O que te motiva a trabalhar?

Essa foi a pergunta que nós convidamos os nossos seguidores das redes sociais a refletirem e responderem no Dia do Trabalho no ano de 2018. Os dados revelaram que os valores mais selecionados ao trabalho são:

  • Realização pessoal (sustento financeiro);
  • Relacionamento interpessoal (relações positivas);
  • Contribuição para a sociedade como um todo (inspirar pessoas).

(Confira todos os dados)

Claro que um dos objetivos comuns do trabalho é também pagar as contas; mas não podemos deixar de perceber o valor social que ele produz e motiva, o significado particular e especial para cada indivíduo e como base para planejar a carreira. ?

3. Propósito no trabalho

Ter um propósito claro para a vida é essencial principalmente nos dias atuais. Isso provavelmente impactará na sua relação com o trabalho, vez que ajuda a definir as suas estratégias alinhadas com ações a curto, médio e longo prazo.

À medida que você se conecta com suas forças e as transforma em processos evolutivos capazes de transpor mudanças e construir novas alternativas, compartilhando resultados objetivos e tangíveis, a sua relação com o trabalho ganha mais sentido e, consequentemente, se torna mais eficiente.

Para ampliar a reflexão sobre seu propósito no trabalho:

  • Quais são suas prioridades?
  • Como você pode monitorá-las?
  • Qual o desafio para si mesmo?

Para tanto, não procure respostas certas ou erradas - e sim aquelas que conversam com o resultado que pretende atingir. Persista e siga em frente, parando, analisando e realizando da forma que se aproxima, ao máximo, de seu bem-estar, da sua realização pessoal e profissional e, de preferência, que alinhe com sua empregabilidade.

4. Empregabilidade

Empregabilidade tem tudo a ver com trabalho. Ela está relacionada à sua capacidade de estar sempre (ou na maior parte do tempo) em condições de conseguir um emprego. Mas lembre-se: ser um profissional empregável não significa ser assalariado ou estável em uma empresa ou função.

A explicação pode ser simples, mas a execução nem tanto. Isso porque requer esforço e estado de vigília muito maiores do que estamos habituados de costume, envolvendo ainda fatores como competências, resultados e históricos.

Após fazer uma análise de seus últimos trabalhos ou experiências, tendo em vista seus objetivos, voltados para a profissão, remuneração ou qualidade de vida, responda às seguintes perguntas:

1- Tenho experiência suficiente?

2- Consegui desenvolver tanto que “sobro” em como estou?

3- Meus resultados falam por mim?

Essas e outras perguntas podem te ajudar a traçar o panorama da sua empregabilidade. Vale ressaltar que tudo o que possui (ou te falta) precisa ser levado em consideração para estar com a empregabilidade em consonância com os seus objetivos.

5. Você se Contrataria?

Há algum tempo, um programa de TV realizou um processo seletivo para uma empresa, em que seus participantes passavam por vários desafios individuais e em grupo. Eram colocados à prova em vários quesitos: currículo, apresentação pessoal, assim como competências, como trabalho em equipe, comunicação, tomada de decisão e liderança.

Habilidades técnicas e lógicas também eram avaliadas e, ao final, alguns dos participantes ganhavam o prêmio de serem contratados, remunerados e se tornarem propensos a desenvolverem uma carreira como executivos. No desfecho, era quase perceptível quem estaria mais apto.

Isso porque a jornada da carreira era comprimida, situações de pressão eram simuladas e todos os recursos internos e externos dos participantes eram vistos e vivenciados pelo telespectador. Tal programa, em um determinado momento, apresentava a seguinte pergunta: “Você se contrataria? Justifique”.

E você? Como responderia essa questão?

Conseguir um trabalho é fundamental, muitas vezes, uma condição para manter sua empregabilidade. No entanto, se almeja uma continuidade de crescimento profissional, será necessário ir além, planejar, estabelecer objetivos de curto e longo prazo, recuar e acelerar sempre que algo coloque sua empregabilidade em risco.

Curiosamente como ocorria aos participantes do programa, você pode também dizer “Não, eu não me contrataria” por estar diante de um excelente trabalho, ótima remuneração e desafios, mas que não conversa com a sua empregabilidade a longo prazo.

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Como controlar as emoções de estresse

Publicado em 02/02/2021

Encontrar resposta para as emoções que são potencializadas em situações de estresse parece ser uma tarefa, no mínimo, desafiadora. Mas isso é possível com uma dose extra de resiliência.

As emoções em situações de estresse podem ser traduzidas de diferentes maneiras, a começar por aquela sensação de perda de controle e de que vamos explodir. Isso ocorre porque ainda temos impulsos pouco moldados, seja pela falta de autoconhecimento, inexperiência em situações semelhantes, seja pelas próprias frustrações que acabam afetando o discernimento.

Para reestabelecer o equilíbrio, será necessário considerar o que está em nível crônico, pois alguns estados emocionais podem ter evoluído para um patamar não saudável. Nesse caso, a intervenção vai demandar muito mais do que novos comportamentos, pois deverá incorporar, inclusive, circunstâncias e assistência profissional multidisciplinar.

A tristeza, por exemplo, pode estar em um estágio de depressão. Logo, situações de pressão podem potencializar esse estado emocional e atingir outros, como a apatia. Nessa conjuntura, o melhor mesmo será buscar ajuda específica, vez que o quadro já extrapolou o controle. Diante do exposto, algumas reflexões são importantes:

A. Consciência

A consciência em si amplifica o impacto causado por diversas emoções em situações de estresse e permite reconhecer o impulso. Isso pode ser desenvolvido ao longo de uma vida. Trata-se de uma constante autodescoberta sobre como proceder em diversos ambientes e contextos independentemente das pessoas envolvidas. Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente?

Essa compreensão pode ultrapassar o estado subjetivo, atingindo até mesmo o biológico, vez que a consciência pode surgir de estados emocionais acusados pelo corpo. Em uma situação de risco, quando um cão feroz se aproxima, por exemplo, podemos paralisar ou correr.

A partir daí, a consciência vai gerar uma experiência ou um aprendizado orgânico. Isso significa que, em ocasiões semelhantes, provavelmente seguiremos o mesmo padrão de reação. Deste modo, será fundamental superar essas situações e construir novos aprendizados.

B. Resolução de problemas

Geralmente, situações de estresse exigem solução de problemas e tomada de decisões. Por outro lado, esses momentos podem trazer uma desordem ou confusão emocional por estarmos habituados a agir e sentir de determinada forma.

Ter a clareza de que esses eventos vão surgir (e exigir resposta) pode ser o caminho para lidar com eles de forma mais leve, reduzindo a duração da confusão e, com isso, dinamizando o retorno ao equilíbrio emocional.

A flexibilidade precisa estar em um patamar cognitivo e emocional que permita perceber que, para toda solução, existiu um problema. O equilíbrio está em saber usar essas pontes mentais e emocionais como oportunidades, afastando pensamentos e comportamentos negativos e limitadores. Gerenciar as suas emoções é estratégia para a sua saúde mental e carreira.

C. Disciplina

Frequentemente, a palavra disciplina é associada a algo maçante, rígido e difícil de ser alcançado, quando, na verdade, pode representar justamente o contrário. Isso ocorre porque, normalmente, seu significado está atrelado a uma ordem ou resistência.

Por estar vinculada a uma continuidade ou sequência a ser parametrizada e seguida, a disciplina acaba sendo confundida com ordem. Mas, em situações de estresse, com a devida dose de flexibilidade, as nossas reações podem se tornar fonte de nova ordem e coerência.

Outro fator marcante é a resiliência. É ela que, em situações emocionalmente estressantes, coloca o ritmo e serve de guia para o caminho a ser trilhado.  A definição de continuidade é que trará novos discernimentos. Resiliência é a capacidade de aguentar tudo?

Soma dos fatores

Quando se trata de emoções, a soma dos fatores pode mudar. Recentemente, atendi uma profissional da área da saúde que, diante da pandemia, relatou a sua completa imersão em todo tipo de pressão possível e imaginável.

O quadro foi se transformando, quase instantaneamente, em um turbilhão de emoções boas e ruins. Os sintomas foram revelados através de crises recorrentes de choro, diante de conflitos cotidianos (profissionais e pessoais), acarretando mágoa e irritabilidade.

Nitidamente algo estava errado. Sua convivência no trabalho e com os outros foi se tornando insuportável. O problema se tornou tão evidente que seu filho, de apenas 8 anos de idade, chegou ao ponto de dizer: “Mamãe, não quero ficar perto da senhora. Você está com um olhar estranho e estou com medo”.

Para não chegar nesse estágio, é interessante buscar um processo de autoconhecimento constante com propostas terapêuticas. Mas, quando isso não for possível, eleja uma pessoa de sua confiança, no ambiente pessoal ou de trabalho, para lhe fornecer orientação e feedback sobre seu comportamento.

Lembre-se: uma pessoa de sua confiança não é aquela que concorda com tudo que você faz. Ela precisa ser imparcial ao ponto de dar contribuições ao seu crescimento. No ambiente de trabalho, um líder pode ser uma boa opção.

Cabe também visualizar seus diversos papéis nos grupos que participa a fim de analisar: como você age em cada um deles; se o seu comportamento se repete e o que isso traz de positivo e negativo.

Quando estiver mergulhado em situações sem precedentes e perceber que as emoções estão saindo do controle, estabeleça algumas pausas de, no mínimo, 90 segundos cada. Esse é o tempo médio para que o cérebro consiga gerar consciência ou melhor percepção de si, voltando a atenção e a intenção ao que você realmente precisa fazer.

 Escolher emoções

A falta de controle começa quando caímos no erro de querer escolher as emoções como em um cardápio de comidas e bebidas. Emoções precisam ser sentidas, vividas e experimentadas. Todas elas, sem exceção, são fundamentais para o nosso amadurecimento emocional. Descubra como desenvolver a sua inteligência emocional com esses seis passos dessa minitrilha!

Não dá para simplesmente viver em um universo paralelo, escolhendo situações estressoras ou não. Não temos o controle sobre passar ou não por problemas. Então como fazer? 

O primeiro passo é entender que os momentos adversos passarão, mas os estados emocionais ficarão eternamente gravados como marcas boas ou difíceis do seu percurso. Desapontar a si mesmo ou aos outros pode acontecer.  Nessas horas, não tem problema voltar atrás, pedir desculpas, aprender com os erros e dar uma nova chance.

Existe uma técnica japonesa que consiste em consertar peças de valor sentimental com uma mistura feita de massa branca e pó em ouro, evidenciando as marcas dos pedaços colados e tornando o objeto único e especial. Do mesmo modo, nossas emoções podem trazer essas marcas e temos o poder de escolher como queremos transformá-las.

O ambiente organizacional é mais objetivo, direto e, às vezes, impiedoso com os erros. Suas marcas podem se tornar julgamentos e mudar completamente sua carreira. Então, em momentos de estresse, vale a pena escolher ações mais preventivas e que fortaleçam seus comportamentos e emoções. O autoconhecimento é o caminho para isso.

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O feedback no ambiente organizacional pode nos levar do céu ao inferno em dois segundos, dependendo de como e de quem o faz, assim como de quem o recebe, em qual contexto e do estado emocional naquele momento. O fato é que o feedback deve ser construtivo para os dois lados dessa excelente ferramenta de desenvolvimento, pois é capaz de contribuir (e muito) para o sucesso de ambos. Então vamos considerar que a intenção de todos é construir o melhor mecanismo.

 

É bem comum as emoções ganharem um “tempero” extra quando a relação está ligada ao feedback no ambiente de trabalho, o que pode te levar a ter desde os sentimentos mais positivos até os mais confusos.

Isto porque nossas reações e comportamentos dizem muito sobre como estamos nos sentindo em relação ao trabalho. Por exemplo: se sua função ou líder exige a execução de tarefas que não te agradam, você pode, com o tempo, perder o ritmo e o interesse em buscar melhores formas de fazê-las. Ou seja, ligar o “piloto automático” sem qualquer tipo de entusiasmo.

Essa falta de satisfação pode levar seu líder a considerar que está “desmotivado”, o que tende a representar uma ameaça para o seu crescimento na carreira, para a equipe como um todo e para o negócio em si.

Então, a solução é deixar de fazer? Só se vivêssemos em um mundo ideal e particular a nós. A possível melhor opção é entrar em acordo quanto às entregas que trazem bom ânimo e entusiasmo para alternar com as rotinas que gostamos menos, mas que precisam ser feitas, e o feedback é um caminho objetivo para isso! 

O QUE É FEEDBACK?

O feedback é um recurso da comunicação utilizado pelas organizações para estabelecer um alinhamento entre expectativas e desempenho com o objetivo de atingir os resultados esperados ao negócio, bem como o desenvolvimento de equipes ou pessoas. 

Assim, a relação vai de um ponto ao outro, em diversas direções, conforme a meta que se espera alcançar. Todos podem sair ganhando, vez que esse instrumento pode levar o negócio e as pessoas a patamares cada vez mais claros, objetivos e de constante aprendizado.

O feedback na prática

A. O que considerar para dar um bom feedback

  1. Tenha clareza do objetivo do feedback;
  2. Planeje e informe sobre o feedback com antecedência;
  3. Escolha um local adequado e reservado com o mínimo de interrupções;
  4. Estabeleça um tempo médio de até 1 hora e meia e comunique isso para quem irá receber;
  5. Compreenda o contexto no qual o indivíduo está inserido naquele momento, seus pensamentos e sentimentos;
  6. Relate, objetivamente, quais tópicos serão abordados naquela comunicação e, caso a pessoa queira acrescentar algo, reserve espaço para isso;
  7. Tratando item a item, estabeleça claramente o contexto em que as situações ocorreram, os comportamentos apresentados e os fatos transcorridos. Deixe de lado a sua opinião e busque tratar o fato em si e o comportamento esperado;
  8. Ninguém pode ser tão ruim que não tenha alguma qualidade a ser destacada. Ressalte isto antes de disparar as informações “negativas” ou os pontos que precisam ser desenvolvidos;
  9. Ao final, pergunte se a pessoa deseja acrescentar algo, se ficou claro e estabeleça um plano para que o que foi dito seja tratado com ações a serem desenvolvidas em prazos determinados.

B. O que considerar para receber um feedback

  1. Tenha clareza das ações positivas que terá ao final do feedback;
  2. Solicite um encontro em local que te deixa seguro para repassar as informações;
  3. Antes do feedback, avalie, trazendo ao máximo para sua consciência, o que pode dar certo e errado com suas emoções durante o processo;
  4. Ao se preparar para o momento e durante o processo, procure ter uma escuta ativa e positiva ao que está sendo dito;
  5. Considere sempre como uma oportunidade de desenvolvimento, mesmo que, ante a um feedback injusto e claramente equivocado, diga a si mesmo: “isto está errado, não quero fazer, essa situação não corresponde à verdade, e espero não agir como esta pessoa”;
  6. Diferencie comportamentos de sentimentos. Os comportamentos são fatos concretos. Mesmo que fujam da sua intenção ou vontade, eles ocorreram;
  7. Quando tiver clareza sobre quais ações precisam ser realizadas para que um objetivo de desenvolvimento seja alcançado, busque suas melhores forças, valores e sentimentos para se colocar em uma atitude positiva para atingi-lo de forma saudável tanto emocionalmente como mentalmente.

C.        O que considerar para acompanhar um feedback

  1. Como posso ajudar quem recebe um feedback? 

Para ter uma mente saudável e aprender a lidar com as emoções, é fundamental olhar para os que estão à nossa volta, ter senso de equipe, solidariedade e compaixão. Isto traz inúmeros benefícios e ajuda a ampliar os horizontes. 

Perceba! Não se trata de ser permissivo nem de camaradagem. Muito menos de conivência ou de “colocar lenha na fogueira” ou de realizar a qualquer custo/preço. A questão aqui é apoiar o outro para que ele possa se equilibrar, contribuindo para que ele atinja seu objetivo de forma madura e sustentável. Vale lembrar que a forma como se relaciona com o outro diz muito sobre você e suas emoções.

O aspecto emocional do feedback

Emoções podem ser fontes poderosas para construir ou destruir uma relação de feedback. Elas podem alavancar indivíduos, se canalizadas de forma correta, ou deixar marcas significativas, podendo, inclusive, definir a continuidade ou não de carreiras. Saiba como gerenciar as suas emoções pode ser uma estratégia para a sua saúde mental e carreira!

Certa vez, ao realizar uma entrevista com um candidato, me dei conta de que se tratava de um profissional de alta performance, muito acima da média. Enquanto ele apresentava seus cases de sucesso, os quais demonstrara coerência na tomada de decisões, liderança impecável e experiências muito solidificadas, eu pensava em como gostaria de trabalhar com alguém assim. 

Entretanto, em um dado momento, ele relatou que estava saindo de uma empresa, na qual trabalhou por muitos anos, em função de um feedback recebido de seu líder. Ao narrar o episódio, todas as suas emoções de raiva eclodiram e, em um estado de fúria, frisou: “vou sair e provar para ele que consigo, que não sou o que ele descreveu”. E tudo o que apontava como sendo seus planos serviriam, na verdade, para provar sua capacidade para o outro. Ou seja, não se tratavam de planos de carreira.

Provavelmente levará um tempo para que sua maturidade profissional estabeleça a riqueza de se fazer algo para si e, como consequência, quem sabe, no máximo, inspirar alguém a encontrar seu próprio caminho. O autoconhecimento de suas forças, habilidades e resultados passaram despercebidos ao profissional, que se atentou apenas ao que ainda não tinha desenvolvido.

Detalhe: Para ele, só seria possível se desenvolver fora daquele contexto profissional, quando, na realidade, provavelmente, suas chances e sua capacidade naquele ambiente poderiam ser até mais rápidas. Suas emoções o paralisaram, porque não interessava onde nem o que fazer, mas a quem ele pretendia atingir.Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente?

A busca por autoconhecimento é uma prática milenar, feita de várias formas, que vai desde um processo neuronal até o de autoajuda. E todos são importantes, desde que faça sentido, promova descobertas e proporcione se conhecer o suficiente para deixá-lo o mais consciente de si, responsável por suas escolhas e, sobretudo, te traga bem-estar.

Dessa forma, o feedback pode te proporcionar, no ambiente de trabalho, uma fonte para sua busca por autoconhecimento. Perceba, uma fonte, não a única. Então não saia por aí vivendo e sobrevivendo à base de feedbacks, pois, isto, além de impraticável, pode ser uma espécie de fuga, atribuindo ao outro o que compete fazer para si mesmo.

O autoconhecimento promove e contribui para a flexibilidade emocional. Ele também pode te auxiliar no momento de receber ou oferecer feedback, e ainda na hora de ser um ótimo ombro amigo!

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O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

 

As suas emoções básicas

A animação “Divertida Mente” (2015), sucesso de público e de crítica da Disney e da Pixar, apresenta, de forma didática, as cinco emoções básicas (alegria, tristeza, medo, raiva e nojo). A partir delas, outras se derivarão em complexidade e evolução.

 

Os personagens que representam as emoções na imagem: Medo (roxo), Nojo (verde), Alegria, Tristeza (azul) e Raiva (vermelho).Disponível em: https://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/010120191022-pesquisa-cientifica-divertida-mente.jpg

 É interessante assistir ao filme para você se identificar, mesmo que de forma lúdica, com o contexto:

  • Alegria: É a emoção que causa um prazer, um bem-estar duradouro, otimista e entusiasmada sobre a vida;
  • Medo: É a emoção que nos alerta de uma possível situação de perigo em que podemos perder o controle para a raiva, por exemplo;
  • Raiva: É aquela emoção que age no sentido de nos proteger contra a ameaça presente sobre a nossa alegria, bem-estar ou relacionado a uma situação injusta, colocando-nos em uma posição de agir;
  • Nojo ou Surpresa: É a emoção relacionada ao se encantar, ou não, por algo inacreditável que está acontecendo, triste ou alegre, que fascina positiva ou negativamente;
  • Tristeza: É aquela emoção que nos coloca pra baixo, podendo ser por frustração, se associada à raiva ou medo; e causa de imediato uma certa falta de motivação e ânimo.

E no contexto atual de mudanças, como você está se sentindo? 

Quando as pessoas te surpreendem 

Quando uma pessoa assiste ao filme “O Rei Leão” (2019) e fica com a ideia principal relacionada à morte, talvez lhe falte algum recurso para conseguir acompanhar a mensagem do obra cinematográfica. E isso diz muito sobre o estado emocional dela naquele momento e a forma como está encarando certas situações. Provavelmente, em algum momento, também reagimos assim. Como diferenciar emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Disponível em:https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2019/07/blogib_o-rei-leao-2019_feat.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453

Então, reconfiguremos a pergunta: “Com a morte do pai, qual foi a lição aprendida pelo leãozinho?” ou se precisar de um apelo mais filosófico: “Será que a morte, neste contexto, pode ter significado de vida?”.

O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

Imagine a seguinte situação: Você acorda em um dia não tão agradável com o famoso “pavio curto”. O seu semblante afasta naturalmente qualquer interação possivelmente saudável. Por outro lado, alguém levanta tão irradiante e otimista pela vida que expressa na calça de cor amarela estilo “Miliopã” algo que, posso garantir, pode deixar o sol bem envergonhado. E a primeira coisa que essa pessoa faz ao chegar ao seu lado é estabelecer um diálogo:

- Bom dia!

- Bom dia pra quem?

- Para você, lógico! Estou com dez planilhas de Excel para reconfigurar. O dia vai passar voando!

(Silêncio)

- E aí? Me diga quantas planilhas você tem?

- O tanto suficiente para o meu dia ser o mais entediante possível. Às vezes, parece que fulano deseja o meu mal.

Quem possivelmente terá um dia, no mínimo, melhor? Provavelmente os dois. Isso mesmo! As emoções não podem ser classificadas como piores ou melhores, certas ou erradas, elas simplesmente surgem. O que define isso pode estar muito mais relacionado ao estado de tempo e à intensidade com que você as vivencia.

As pessoas podem nos surpreender o tempo todo e nos colocar em posição de constrangimento, tirando-nos temporariamente da lógica ou, quem sabe, até da racionalidade.

O segredo, então, você já deve estar imaginando... Isso mesmo! Tem relação conosco e com a nossa capacidade de embarcar ou não na emoção do outro. É uma espécie de controle (ou descontrole) próprio da influência que o outro exerce sobre nós ou vice-versa. Isso pode ser mais comum do que se pensa. 

Por muito tempo, por exemplo, as pessoas atribuíram sua carreira e crescimento profissional, única e exclusivamente, à empresa em que estavam ou aos seus líderes. Se a empresa falisse, sua carreira seguiria certamente o mesmo fluxo; se o líder fosse desligado da empresa, provavelmente seu crescimento estaria comprometido.

No mercado de trabalho, elas esperavam o momento de alguém lhes oferecer um emprego. E, se tal proposta não vinha, a tão sonhada carreira era colocada de lado, passando a fazer parte apenas do sonho, do fator sorte ou de “quem indica”.

Atualmente, partimos do pressuposto que o agente ativo da carreira é o próprio indivíduo e ele será o responsável por colocá-la no estágio que entende ser realmente possível em um determinado tempo. Isso será viabilizado por meio de um planejamento claro de desenvolvimento de competências e resultados que comprove o destino ao qual se colocou.

Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente? Qual o sentido de embarcarmos nas emoções alheias? Seria talvez pela nossa própria vontade ou natureza de ser, pensar e agir?

O discurso é lindo, mas é claro que, na prática, a gestão das nossas emoções é um exercício contínuo o qual pode ser considerado sem fim e em constante transformação. Como uma história que, se contada, terá em cada fase ou momento um novo começo e mil possibilidades.

Surpreender-se com as pessoas é um despertar para nossas emoções.  Isso é fonte de aprendizado e permite realizar trocas que contribuem para diminuir os “tombos” ao longo da vida em sociedade. Não deve, portanto, servir como parâmetro para definir como você deve ser ou se sentir.

Conhecendo as suas reações emocionais

O autoconhecimento pode ser um passo significativo para entender suas emoções, isto é:

  • Como as suas emoções surgem?
  • Quando?
  • Com quem?
  • Em quais situações?

Após identificar as emoções, como você as trata? Veja as opções abaixo:

  • Acolhendo;
  • Sendo permissivo;
  • Duro;
  • Abafando e se adoecendo;
  • Explodindo e se culpando;
  • Conforme a situação.

Claramente não existe mágica ou soluções mirabolantes, mas perceba como esse exercício poderá ser útil para iniciar um diálogo consigo, enxergando as emoções de forma mais racional e consciente; e identificando as forças e fraquezas, o que te levanta e o que te derruba. 

Isso possibilitará o passo seguinte: desenvolver o seu autoconhecimento e gerenciar emoções mais complexas em circunstâncias mais desafiadoras na sua vida e carreira. Se doer, pause, descanse e peça ajuda! Mas persista como uma tartaruga que procura o mar, sempre lenta, porém constante.

 

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